É sempre assim: quando um negro assume uma posiçao social, os brancos tentam desqualificar a sua cor dizendo-lhe vários frases, tais como: "não te vejo negro"; "você não é negro genuíno, puro"; você é... marron, chocolate, café com leite"etc.....etc... Para essas pessoas brancas costumo lhes retrucar dizendo: é fácil saber quando sou negro. Basta um negro trabalhar em empregos subvalorizados: porteiro, faxineiro, zelador, lavador de carros, todos o verão inquestionavelmente como um ser negro. Se, esse mesmo negro, alcançar um posto profissional de destaque, aí os brancos soltam as suas línguas racistas dizendo que não os ver na condiçao de negro.
A sociedade racista sempre age desta maneira. De acordo com a condiçao social do negro, ela classifica e reclassifica este negro, na tentativa de eliminar a sua consciência histórica e racial. Começam a dizer para esquecer essa história de escravidão e de política afirmativa.
É interessante que essa mesma gente não pedem para os judeus esquecerem a sua história do holocausto. Os brancos ficam irritados com a nossa afirmaçao de orgulho negro. Eles ficam incomodados diante de um negro que tem o mesmo padrão econômico. Ficam incomodados diante de um negro morando no mesmo bairro e tendo os seus filhos estudando na mesma escola particular.
Argumentam que somos todos misturados, mas escondem no mesmo discurso que a origem desta mistura foi estupro e a violência sexual intentada contra as nossas mulheres.
Por isto insistem em desclassificar o Obama e tantos outros negros ilustres no Brasil e mundo contemporâneo. Até um pastor escrote e protestante, diretor da Klu Klus Kan disse que que Obama é meio negro. É por isto que o cristianismo é uma religiosidade meia-verdade quando buscamos conhecer a sua história omitida nos púlpitos.
Se os brancos têm a dificuldade de checar quem é negro ou quem é branco? sugiro tirar um dia da semana para passear com os policiais. Vão aprender, rapidinho, quem é negro ou branco ao deparar com as batidas polciais ou na capitura de um negro acusado.
Aos brancos em crise com a nossa cor, lhes indagamos:
a polícia entrará num bairro xique com todo aquele aparato de rambo e bope da polícia para prender um marginal que uso Giorge Armani e terno importado? Usará a força para arrombar a porta de uma marginalzinho que trafica numa região nobre?
Se você tem dificuldade para classificar quem é negro ou quem branc, pergunte a Polícia, ao Judiciário e a Mídia. Veja como esses poderes tratam os negros e brancos.
Os brancos mais cinicos chegam a dizer que o nosso problema não é de cor e sim social. Pergunte ao um negro de classe média ou alta se a superação econômica lhe propiciou a superação racial.
Pergunte quantas vezes um negro com seu carro já foi parado numa blitz e depois compare com um branco.
Se tiveres dúvida se Obama é negro ou não, façamos um exercício mental, imaginando Obama, trabalhando como copeiro, cortador de grama, engraxate, motorista de seus filhos. Como você classificaria Obama exercendo estas profissões que a maioria dos brancos não querem para os seus filhos e suas filhas.
Qual a cor da nossa pele? pergunte a sua mente racista e escravocrata. Procure a origem da sua família e verifique em que lado estava esses seus ancestrais.
Viu?! como é fácil saber quem é negro ou quem é branco.
Ainda tá em dúvida? Vai fazer uma caminhada no parque e imagine se outros Obamas anônimos caminhando perto de você. Como reagiria o seu espírito de branco escravocrata? Daria um sorriso, um bom dia ou tratava de acelerar os seus passos ou segurar a mão esquerda para defender o seu relógio importado do Paraguai ou nas Avenidas decantes deNova Iorque ou Paris?
Ainda tem dúvida da negritude de OBama e negros de classe média.?
Recomendo-lhe ler Cartas em Favor da Escravidão de José Alencar ou A Sociologia do Negro Brasileiro de Clóvis Moura.
Como bem disse o Cristo dos brancos: "quem tem ouvido, ouça".
ESTE BLOG É UM POUCO HISTÓRIA, DEBOCHE, REFLEXÃO, IRONIA E LEMBRANÇA. HISTÓRIA NÃO CONTADA NOS LIVROS ESCOLARES E NAS TVS. DEBOCHE AO ESTILO DE CLASSE MÉDIA. REFLEXÃO, PARA SER LIVRE. IRONIA AOS BONS COSTUMES DA DITA ELITE DELINQUENTE E IMPUNE, E, FINALMENE LEMBRAMOS OS BONS TEMPOS DA VIDA SIMPLES E SOLIDÁRIA.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
HAMILTON - O ORGULHO DA COMUNIDADE NEGRA INTERNACIONAL
Não assisti a corrida por não suportar a voz de Galvão Bueno com a sua linguagem eivada de patriotismo brega e sem sentido no atual mundo da globalização. Afinal, patriotismo e nacionalismo tornaram-se discursos fora de moda. Preferi desligar a TV e fazer algo mais criativo. Contudo, no dia seguinte fiquei sabendo da conquista de Hamilton ao segundo título da Formula 1. Ao assistir os jornais empresarias da Tv, observar a falta de educação e respeito por parte da elite que foi á corrida contra a pessoa de Hamilton.
Aliás, essa elite nunca nos surpreendeu. É uma elite mal-educado, kitsch, brega, truculenta, sem cérebro e sem senso de rídiculo. Seus filhos costumam ser presos no exterior pelos seus delitos. É uma elite idiota que posa de civilizada no Brasil, mas lá fora ninguém gosta dela. Somos difamados lá fora por conta desta elite esquizofrênica e imbecibilizada.
Comporta-se como os seus ancestrais que por aqui invadiu as terras indígenas. É uma elite que esforça-se para ter etiqueta como forma de esconder a sua mediocridade.
As vaias intentadas contra Hamilton foram vaias de permeadas de racismo e preconceito. São vaias raivosas de quem um dia escravizou o negro e teve que engolir a vitória de negro sobre os seus comparsas de raça. É duro ter que engolir a saliva quando depara com a vitoria de um negro.
Sei o que é isto! Sou filho de escravo que venci na vida sem ter direito a terras generosas dadas aos imigrantes decantes europeus que aportaram por aqui na década de 20 do século passado. Sou filho de escravo que venci na vida sem ter direito a subsídio, subvenção e tantos outros artifícios fiscais dados aos empresários euro-brasileiros.
É duro assisti um negro ganhando o troféu da formula 1 num lugar que os brancos predominam.
As vaias da elitizinha ecoadas no autódromo em SP são vaias de uma elite ressentida, incompetente e boçal que construiu Pais com o sangue dos índios e negros e nunca conseguiram chegar a lugar nenhum no plano interncional.
Graças a essa elite que passamos vergonha na Europa quando nos indagam sobre os por quês do racismo, a desigualdade social e o desmatamento da amazônia.
Sempre que chego na Europa procura dizer que tudo que falam do pais de forma negativa condiz com a verdade.
Digo às pessoas que num país onde tivemos na primeira geração de invasores, a presença de portugueses delinquentes e na segunda, imigrantes europeus decadentes e flagelados pela grande depressão de 29, não poderiam esperar que tivéssemos uma elite refinada, culta e humanista.
A elite brasileira, mais uma vez, se manifestou na autódromo o seu lado habitual e recorrente de gentes ignóbeis e ridículas que continuam a dominar no Legislativo, Judiciário e Executivo, mesmo com Lula no Poder.
Não sou patriótico! Sou negão, consciente da história e da mediocridade existencial e ontológica dessa coisa aí do andar de cima, chamada elite.
VIVA HAMILTON E LEVA O ABRAÇO DOS NEGROS CONSCIÊNTES E PAN-NACIONALISTAS!
Aliás, essa elite nunca nos surpreendeu. É uma elite mal-educado, kitsch, brega, truculenta, sem cérebro e sem senso de rídiculo. Seus filhos costumam ser presos no exterior pelos seus delitos. É uma elite idiota que posa de civilizada no Brasil, mas lá fora ninguém gosta dela. Somos difamados lá fora por conta desta elite esquizofrênica e imbecibilizada.
Comporta-se como os seus ancestrais que por aqui invadiu as terras indígenas. É uma elite que esforça-se para ter etiqueta como forma de esconder a sua mediocridade.
As vaias intentadas contra Hamilton foram vaias de permeadas de racismo e preconceito. São vaias raivosas de quem um dia escravizou o negro e teve que engolir a vitória de negro sobre os seus comparsas de raça. É duro ter que engolir a saliva quando depara com a vitoria de um negro.
Sei o que é isto! Sou filho de escravo que venci na vida sem ter direito a terras generosas dadas aos imigrantes decantes europeus que aportaram por aqui na década de 20 do século passado. Sou filho de escravo que venci na vida sem ter direito a subsídio, subvenção e tantos outros artifícios fiscais dados aos empresários euro-brasileiros.
É duro assisti um negro ganhando o troféu da formula 1 num lugar que os brancos predominam.
As vaias da elitizinha ecoadas no autódromo em SP são vaias de uma elite ressentida, incompetente e boçal que construiu Pais com o sangue dos índios e negros e nunca conseguiram chegar a lugar nenhum no plano interncional.
Graças a essa elite que passamos vergonha na Europa quando nos indagam sobre os por quês do racismo, a desigualdade social e o desmatamento da amazônia.
Sempre que chego na Europa procura dizer que tudo que falam do pais de forma negativa condiz com a verdade.
Digo às pessoas que num país onde tivemos na primeira geração de invasores, a presença de portugueses delinquentes e na segunda, imigrantes europeus decadentes e flagelados pela grande depressão de 29, não poderiam esperar que tivéssemos uma elite refinada, culta e humanista.
A elite brasileira, mais uma vez, se manifestou na autódromo o seu lado habitual e recorrente de gentes ignóbeis e ridículas que continuam a dominar no Legislativo, Judiciário e Executivo, mesmo com Lula no Poder.
Não sou patriótico! Sou negão, consciente da história e da mediocridade existencial e ontológica dessa coisa aí do andar de cima, chamada elite.
VIVA HAMILTON E LEVA O ABRAÇO DOS NEGROS CONSCIÊNTES E PAN-NACIONALISTAS!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
SEMELHANÇA ENTRE FAMÍLIA TRADICIONAL DO MUNICÍPIO COM TRAFICANTE DE MORRO CARIOCA
Estive recentemente no município de Góias, chamado pejorativamente de Goiás Velho. O lugar é cinematográfico, introspectivo e bucólico. Resisto em ser mais um turista oficial, uniformizado e teleguiado. Fui a todos os lugares turísticos da cidade, mas gosto de fazer uma pausa para conversar com as pessoas da cidade que costumam ter histórias e relatos fascinantes que, via de regra, não constam nos folhetinhos de agências de turismo. Chamou-me a atenção a história de uma pedra em Serra Dourada que foi derrubada nos anos 60. Fiquei atento as palavras das pessoas. São pessoas desconfidadas e amendrontadas em dizer a verdade da cidade que é dominada por famílias tradicionais. São reféns da truculência e violência dessas famílias que costumeiramente agem acima da lei. Ir no interior de alguns Estados Brasileiros me lembra muito os chefes do tráfico dos morros cariocas.
Ouvindo a história da pedra derrubada tomei ciência que os vândalos eram filhos de famílias tradicionais da região. Ao ouvir atentamente reportei-me ao tempo da colonização para entender essa gente que chamamos de elite.
Comecei a pensar que tipo de gente que vieram para o Brasil com intuito de roubar, pilhar, matar ou eufemisticamente desbravar. No fundo a elite formada é oriunda dos primeiros miliantes da colonização, acasalando-se com os imigrantes europeus fracassados na depressão de 1929. Conclui que é de esperar que tenhamos uma elite depredatora, kitsch e brega. Nossa elite é uma elite pior do que os traficantes do morro. Nas cidades pequenas, no interior do Brasil, ela manda no prefeito, na polícia e até no Judiciário. Todos são obrigados a bajulá-los.
Confesso que essa postura coronelista vem mudando aos poucos, graças a força mobilizadora da sociedade e da mídia.
Contudo, ouvindo os depoimentos daquelas pessoas humildes e trabalhadores percebi que há grande semelhança com os moradores dos morros carioca. Se falarem demais certamente será punido pela família tradicional da localidade. A família tradicional é a lei, a religiáo, a ordem e a desordem da cidade. Todos são forçadas a referenciá-las. Opor-se as famílias tradicional é condenar-se ao ostracismo e revanchismo. Todas as portas serão fechadas para o delator por ordem dessas famílias.
Enfim, o município de Goiás é paradisiaco e trans-terrestre. Pena que sua população local é prisioneira do olhar repressivo das famílias tradicionais.
O orgulho de ter Cora Coralina como moradora ilustre da cidade não esconde a vergonha, o medo e olhar cabisbaixo da população que é obrigada sufocar a sua indignação contra os playboys vandalos da pedra de Serra Dourada, sob pena de sofrer sancões que desafiam até os direitos humanos modernos.
Viva Município de Goiás! Viva o seu povo humildade, sofredor e trabalhador que consegue sorrir para os turistas mesmo vivendo debaixo da opressão por parte das familias tradicionais.
Vou indo, mas sentindo muita saudade do município de Goiás.
Ouvindo a história da pedra derrubada tomei ciência que os vândalos eram filhos de famílias tradicionais da região. Ao ouvir atentamente reportei-me ao tempo da colonização para entender essa gente que chamamos de elite.
Comecei a pensar que tipo de gente que vieram para o Brasil com intuito de roubar, pilhar, matar ou eufemisticamente desbravar. No fundo a elite formada é oriunda dos primeiros miliantes da colonização, acasalando-se com os imigrantes europeus fracassados na depressão de 1929. Conclui que é de esperar que tenhamos uma elite depredatora, kitsch e brega. Nossa elite é uma elite pior do que os traficantes do morro. Nas cidades pequenas, no interior do Brasil, ela manda no prefeito, na polícia e até no Judiciário. Todos são obrigados a bajulá-los.
Confesso que essa postura coronelista vem mudando aos poucos, graças a força mobilizadora da sociedade e da mídia.
Contudo, ouvindo os depoimentos daquelas pessoas humildes e trabalhadores percebi que há grande semelhança com os moradores dos morros carioca. Se falarem demais certamente será punido pela família tradicional da localidade. A família tradicional é a lei, a religiáo, a ordem e a desordem da cidade. Todos são forçadas a referenciá-las. Opor-se as famílias tradicional é condenar-se ao ostracismo e revanchismo. Todas as portas serão fechadas para o delator por ordem dessas famílias.
Enfim, o município de Goiás é paradisiaco e trans-terrestre. Pena que sua população local é prisioneira do olhar repressivo das famílias tradicionais.
O orgulho de ter Cora Coralina como moradora ilustre da cidade não esconde a vergonha, o medo e olhar cabisbaixo da população que é obrigada sufocar a sua indignação contra os playboys vandalos da pedra de Serra Dourada, sob pena de sofrer sancões que desafiam até os direitos humanos modernos.
Viva Município de Goiás! Viva o seu povo humildade, sofredor e trabalhador que consegue sorrir para os turistas mesmo vivendo debaixo da opressão por parte das familias tradicionais.
Vou indo, mas sentindo muita saudade do município de Goiás.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A INCIVILIDADE - ENTRAVE PARA ÉTICA NA POLÍTICA
Um dos assuntos recorrentes que ouvimos no cotidiano é o grito pela ética na política. Todos numa só comoçao e raiva clama por ética. Contudo, sou daqueles que não participo desse coro. Não creio na possibilidade de se construir uma ética na política sem considerar as práticas incivilizadas presente no comportamento social. Creio numa mudança ética nascido de um novo ethos social. Não se pode acreditar no exercício de uma política ilibada, imaculada, sem mancha e incorruptível sem levar em contra o aspecto cultural e educacional de um povo. Exigir uma política irretocável é mera crença mistíca e messiânica.
Assim sou daqueles não a ficar arredio e desencantado com esse discurso de ordem moralista que busca a auto expiacão na figura de Judas Escariotes. Sei que boa parte dos desvios de conduta social advém da vida costumeira. Por exemplo:
1) Que culpa tem o parlamentar quando alguém fura uma fila?
2) que culpa tem o Congresso Nacional quando um estudante plagia um trabalho acadêmico?
3) Que culpa tem o político quando os emergentes levam seus animais de estimação para defectar nas calcadas públicas?
4) que culpa tem o político quando um filhinho de papai, delinquente de luxo, quando usa o espaço público resolve quebrá-lo ou estragá-lo?
5) que culpa tem o político quando é multado no trânsito, tenta-se recorrer ao jeitinho brasileiro?
6) que culpa tem a Câmara dos Deputados quando um vizinho insiste em continuar com o barulho depois das 10hs?
7) que culpa tem a política quando deixa-se os carros em cima das calçadas e gramadas, como se fosse extensão da propriedade privada?
8) que culpa tem a política quando se usa notas frias para burlar o imposto, como forma e aumentar a restituiçao?
9) o excesso de exigência burocrática nas compras a prestacão é culpa do político ou da cárater do povo?
10) Os lixos jogados nas ruas vindos de carros importados e de luxo?
11) E o uso de carteira funcional em questões de interesses privados?
Enfim, poderíamos citar outras inúmeras situações que coloca o Brasil como um dos países mais incivilizados em termos de convívio social.
É prazeiroso chegar num país civilizados presenciar o respeito mútuo; o respeito com o bem comum; o respeito no trânsito; o respeito com as placas proibitivas.
Imaginemos se um empresário resolve abrir mão dos documentos pessoais na hora de uma compra a prestação e se confiasse apenas na palavra pessoal? o cano que levasse seria a culpa do política ou da cárater pessoal?
Longe de querer expressar um tom moralista, aqui estamos para advertimos que a questão da ética na política não passa pelo parlamento e sim pelo grau de consciência e civilidade de um povo.
Enquanto perdurar o desrespeito entre vizinhos e o espírito depretadório ao bem público, o grito pela ética na política se torna mera catarse e delírio.
As vozes da rua nem sempre reflete a coerência civilizatória e racional.
Como bem disse Nelson Rodrigues: "a unanimidade é burra". Diria mais é dirigista e sem conteúdo.
Até
Assim sou daqueles não a ficar arredio e desencantado com esse discurso de ordem moralista que busca a auto expiacão na figura de Judas Escariotes. Sei que boa parte dos desvios de conduta social advém da vida costumeira. Por exemplo:
1) Que culpa tem o parlamentar quando alguém fura uma fila?
2) que culpa tem o Congresso Nacional quando um estudante plagia um trabalho acadêmico?
3) Que culpa tem o político quando os emergentes levam seus animais de estimação para defectar nas calcadas públicas?
4) que culpa tem o político quando um filhinho de papai, delinquente de luxo, quando usa o espaço público resolve quebrá-lo ou estragá-lo?
5) que culpa tem o político quando é multado no trânsito, tenta-se recorrer ao jeitinho brasileiro?
6) que culpa tem a Câmara dos Deputados quando um vizinho insiste em continuar com o barulho depois das 10hs?
7) que culpa tem a política quando deixa-se os carros em cima das calçadas e gramadas, como se fosse extensão da propriedade privada?
8) que culpa tem a política quando se usa notas frias para burlar o imposto, como forma e aumentar a restituiçao?
9) o excesso de exigência burocrática nas compras a prestacão é culpa do político ou da cárater do povo?
10) Os lixos jogados nas ruas vindos de carros importados e de luxo?
11) E o uso de carteira funcional em questões de interesses privados?
Enfim, poderíamos citar outras inúmeras situações que coloca o Brasil como um dos países mais incivilizados em termos de convívio social.
É prazeiroso chegar num país civilizados presenciar o respeito mútuo; o respeito com o bem comum; o respeito no trânsito; o respeito com as placas proibitivas.
Imaginemos se um empresário resolve abrir mão dos documentos pessoais na hora de uma compra a prestação e se confiasse apenas na palavra pessoal? o cano que levasse seria a culpa do política ou da cárater pessoal?
Longe de querer expressar um tom moralista, aqui estamos para advertimos que a questão da ética na política não passa pelo parlamento e sim pelo grau de consciência e civilidade de um povo.
Enquanto perdurar o desrespeito entre vizinhos e o espírito depretadório ao bem público, o grito pela ética na política se torna mera catarse e delírio.
As vozes da rua nem sempre reflete a coerência civilizatória e racional.
Como bem disse Nelson Rodrigues: "a unanimidade é burra". Diria mais é dirigista e sem conteúdo.
Até
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
MARX NÃO MORREU
Com o desmoramento do muro de Berlim, no final dos anos 80, a sociedade capitalista-cristã celebrou o fim do comunismo. Fukuyama escreveu um caducado livro intitulado "Fim da História", donde apregoava um novo tempo consolidado na lógica do mercado. A narrativa sobre a história de classe cessou. A midia empresarial, porta voz, do ideário capitalista, anunciava retumbantemente que Marx já e que agora, prevalecia o pensamento de consenso de Washington. Ou seja, um Estado mínimo e um mercado pleno, sem amarras e sem qualquer idéia de controle estatal. O Estado tornou-se o inimigo mortal do capitalismo. Celebrava-se o mercado. Estava instaurado o fetiche consumista. Globalizou-se o mercado sem globalizar o cidadão.
Na nova era mercantil o produto teve total supremacia sobre a vida humana. Enquanto o produto transitavam irrestritamente entre os países, o ser humano, principalmente pobre e negro, sofria total restrição no seu acesso a outros países. Europa se fechava contra os imigrantes, expulsando, humilhando e criminalizado o cidadáo imigrante que não tinha direito a usufruir da falsa era da globalização.
Foram quase duas décadas de neoliberalismo. A ordem não era mais pensar, só consumir e brincar de cidadão do mundo, circundado pelo guia turístico. O cidadão foi substituído pelo ser consumidor. Nesta ciranda do ópio, só o consumista tinha direito pleno.
Todos criam cegamente no mercado, no sistema financeiro e nos gurus neoliberais norteamericanos e europeus.
A mídia empresarial tratava de adornar o novo ambiente, o novo paraíso. A ordem era consumir e especular. Binômio fundamente deste novo cenário. Os consumistas deixaram de ser cidacãos conscientes e sujeitos da sua história. A ordem era viver o aqui e a o agora.
Dizia que a nova história se resume na idéia de história de individuos isolados no seu habit, mas interligados por um mundo virtual,
Finalmente, a bolsa caiu, o mercado sucumbiu na crise norteamericana recentemente. O Estado que outrora era problema, conforme a voz de Ronald Reagan e Margareth Tacher, tornou-se a salvação.
A palavra estatização demonizada pelos porta-vozes do neoliberalismo retoma com novas linguagens como forma de enganar o imaginário social. Todos querem salvar o sistema financeiro. O Estado se reapresenta de novo, a exemplo da depressãop de 1929, para salvar aquele que sempre o matratou e o desqualificou.
São bilhões ou trilhões de dinheiro público saindo dos bancos centrais de todos países tentando adotar um sistema de cotas para o sistema financeiro. Nunca antes da história da humanidade se gerou tanto dinheiro para salvar estes pobres mortais e incompetentes banqueiros e empresários.
Mais uma vez prevaleceu a máxima do capitalismo: "quando o empresário lucrou embolsa o dinheiro; quando há prejuízo socializa-se com estado e a sociedade.
Estamos vivendo exatamente este paradoxo: Governos estão pegando o dinheiro público da sociedade para adotar políticas afirmativas de soerguimento do sistema capitalista e seus ínfimos números de investidores.
Bom ser capitalista num sistema político. É bom ser capialista sem ter que viver com o risco ou comprovar mérito ou eficiência. Basta abrir um negócio que o Estado garante, protege e favorece.
Dito disto, podemos afirmar que para entender o atual momento faz-se necessário reler Karl Marx no seu livro de economia ou sinteticamente no "Manifesto Comunista". O atual cenário apenas confirma a visão histórica e materialista de Marx de que o capitalismo é um simulacro montado pela burguesia tentando passar a idéia de onipotente e autônomo. A luta de classe prevalceu mais uma vez: o governo prefere salvar banqueiros, as bolsas de Wall Street a que salvar milhares de vida em completa indigência. Eis um bom exemplo de história que reflete a máxima do nosso querido Marx: A história é um palco de constante conflito de classes. Apenas acrescentaria que neste conflito o Estado burguês sempre ficará do lando dos poderosos e dos aquinhoados. Espero que os filhotes de Consenso de Washington não me venha mais com esta de ter progresso humano e material basta ter mérito e eficiência! até
Na nova era mercantil o produto teve total supremacia sobre a vida humana. Enquanto o produto transitavam irrestritamente entre os países, o ser humano, principalmente pobre e negro, sofria total restrição no seu acesso a outros países. Europa se fechava contra os imigrantes, expulsando, humilhando e criminalizado o cidadáo imigrante que não tinha direito a usufruir da falsa era da globalização.
Foram quase duas décadas de neoliberalismo. A ordem não era mais pensar, só consumir e brincar de cidadão do mundo, circundado pelo guia turístico. O cidadão foi substituído pelo ser consumidor. Nesta ciranda do ópio, só o consumista tinha direito pleno.
Todos criam cegamente no mercado, no sistema financeiro e nos gurus neoliberais norteamericanos e europeus.
A mídia empresarial tratava de adornar o novo ambiente, o novo paraíso. A ordem era consumir e especular. Binômio fundamente deste novo cenário. Os consumistas deixaram de ser cidacãos conscientes e sujeitos da sua história. A ordem era viver o aqui e a o agora.
Dizia que a nova história se resume na idéia de história de individuos isolados no seu habit, mas interligados por um mundo virtual,
Finalmente, a bolsa caiu, o mercado sucumbiu na crise norteamericana recentemente. O Estado que outrora era problema, conforme a voz de Ronald Reagan e Margareth Tacher, tornou-se a salvação.
A palavra estatização demonizada pelos porta-vozes do neoliberalismo retoma com novas linguagens como forma de enganar o imaginário social. Todos querem salvar o sistema financeiro. O Estado se reapresenta de novo, a exemplo da depressãop de 1929, para salvar aquele que sempre o matratou e o desqualificou.
São bilhões ou trilhões de dinheiro público saindo dos bancos centrais de todos países tentando adotar um sistema de cotas para o sistema financeiro. Nunca antes da história da humanidade se gerou tanto dinheiro para salvar estes pobres mortais e incompetentes banqueiros e empresários.
Mais uma vez prevaleceu a máxima do capitalismo: "quando o empresário lucrou embolsa o dinheiro; quando há prejuízo socializa-se com estado e a sociedade.
Estamos vivendo exatamente este paradoxo: Governos estão pegando o dinheiro público da sociedade para adotar políticas afirmativas de soerguimento do sistema capitalista e seus ínfimos números de investidores.
Bom ser capitalista num sistema político. É bom ser capialista sem ter que viver com o risco ou comprovar mérito ou eficiência. Basta abrir um negócio que o Estado garante, protege e favorece.
Dito disto, podemos afirmar que para entender o atual momento faz-se necessário reler Karl Marx no seu livro de economia ou sinteticamente no "Manifesto Comunista". O atual cenário apenas confirma a visão histórica e materialista de Marx de que o capitalismo é um simulacro montado pela burguesia tentando passar a idéia de onipotente e autônomo. A luta de classe prevalceu mais uma vez: o governo prefere salvar banqueiros, as bolsas de Wall Street a que salvar milhares de vida em completa indigência. Eis um bom exemplo de história que reflete a máxima do nosso querido Marx: A história é um palco de constante conflito de classes. Apenas acrescentaria que neste conflito o Estado burguês sempre ficará do lando dos poderosos e dos aquinhoados. Espero que os filhotes de Consenso de Washington não me venha mais com esta de ter progresso humano e material basta ter mérito e eficiência! até
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
PRÁ QUE SERVE A OPINIÃO DO MACHO CASADO?
Legal encontrar uma pessoa que possamos conviver de forma comum. Isto se chama de casar ou união-estabilizar-se!
Legal mesmo é a fase que antecede a escolha do viver em comum, num mesmo teto. Antes, no namoro ou noivado, a fala e o jeito de ser do homem é levado em conta. Tudo é festa! O coitado conta a piada mais sem graça da mesa e sua amada ri compulsivamente.
Vale tudo! o homem fica engraçado ao lado da namorada ou noiva.Faz-se tudo em nome da conquista! Improvisa-se lazer, a saída noturna ou qualquer outra coisa fora do previsível.
Contudo, quando casa? pronto! tudo muda!Se contar a mesma piada, ela deixa de ser engraçada imediatamente. Ainda leva uma bronca:
- " que isto amor? que mico é este? Estamos juntos ou casados e não pega bem um pessoa da sua estirpe ficar caindo no ridículo uma piada dessa natureza totalmente sem graça".
Primeiro baque! a mesma piada escancaradamente engraçada, num toque de mágica conjugal, tornou-se sem graça.
Sabe aqueles gostos que o cara tinha antes do casamento? já era agora vale a voz feminina.Aquele CDs bregas que você comprou, tocava e ela curtia exageradamente? Agora, vai para lixo.A ordem é andar cadenciado ou à imagem e semelhança da mulher.
Ah! já tentou comprar um quadro de pintura por conta própria e colocá-lo na parede sem consultá-la? Experimente e verás o que vais lhe acontecer.
Quando se casa, o cara continua sem casa. Tudo como dantes nos tempos da casinha da mamãe.Enquanto que tu vais brincar de caçar na rua, mostrar que é macho de primeira linha, a sua irmã vai aprendendo a ter o monópolio da casa.- seus pais encute na sua cabeça de que casa é coisa de mulher, de mãe, esposa. E que o lugar do homem é ficar na rua o dia inteiro brincando de ser macho forte, garanhão e conquistador.
Assim, caminha o homem-macho acreditando que ao caçar a mulher será o senhor absoluto da sua vida, do seu corpo, da sua sexualidade e da moradia em comum.- Somos machos, mais porém oprimidos! Embarcarmos na doce fase do namoro sem dá conta de que estamos caminhando para um lugar que não nos pertence e não sabemos como administrá-lo.
Resultado! continuamos sem casa e sem direito de expressar a vontade e gosto. A sensação que se tem que a casa conjugal é um lugar de mera hospedagem.
Somos algo sem opinião na estrada das companheiras. Descubrimos que não sabemos nada de casa e da essência feminina.
Andar com a companheira ou esposa em loja torna-se uma atividade penosa, sofrida e martíria. Descobrimos que o nosso tempo é diferente delas. Isto quando sabemos como roda o tempo do universo feminino.
Descobrimos que ao irmos em qualquer loja, com as digníssimas, nossas opiniões têm pouco poder de persuação.
Elas perguntam: -" o que você acha desse produto?
Tentamos responder qualquer coisa que possa convencê-la a levar o tal produto. Resultado: não serviu de nada a nossa opinião.
Afinal, tenho uma grande curiosidade em perguntar as mulheres, indagando-lhes:
para que serve a companhia do homem numa loja com a sua grande amada?nossas opiniões serão levadas em conta?
Aliás, se um dia fosse magistrado da justiça iria colocar, como pena alternativa a um réu que cometeu um crime de menor potencialidade, andar com as mulheres durante um ano, como forma de punição.
Certamente o coitado ficaria curado diante de novas tentações delituosas.
Homens casados! machos oprimidos!Está na hora de promovermos a nossa reconstrução existencial e de gênero!É hora de aprendermos a dividir o poder na vida conjugal.A casa deve ser dividida. O nosso gosto deve ser levado em conta.- Temos que conquistar a confiança das mulheres, para que possamos assegurar os nossos gostos, vontades e preferencias na escolha das coisas que regem a vida doméstica numa vida conjugal.É hora de mudarmos esta história de monopólio do gosto feminina dentro da casa que julgamos ser dos dois!Para isto é necessário as seguintes mudanças de mentalidades:- temos que brincar de bonecas a exemplo das nossas irmãs. Fiquemos tranquilos, pois isto jamais vai provocar mudança do nosso sexo.- Temos que pedir aos nossos amigos e amigas que nos dêem casinhas de barbie ou de Hello Kitty. Brincar de arrumar aqueles brinquedinhos de casinha é um bom começo para reincorporamos a nossa masculinidade, outrora vilenpediada pela ideologia machista.- Bom seria se alguns deixassem de fazer o seu xixi-macho no tampos dos vasos. Podem sentar no trono e fazer tranquilo que ao sair do banheiro não sofrerá qualquer processo de metamorfose e matrix. Continuaremos homens.Ah! seria bom se alguns deixassem de coçar a região genitália como se tivesse uma doença incurável alojada nas coisas. É constrangedor para as companheiras.- Parar de cuspir na rua também contribuiria muito para sermos confiáveis.- Faça um curso de culinária, de pintura, de balé que ajudará em muito na busca da confiança plena por parte das mulheres. Além disto, serve para desenvolver a nossa sensibilidade masculina.Eis os primeiros passos a serem tomados para que possamos, finalmente, ter o direito de escolher coisas para serem colocadas na casa, sem risco de errarmos e no final ouvirmos aquela frase trêmula e introspecta: " não te disse".Confrontá-la com risco do "não te disse" ou reaprender a ser um ser masculino?Eis a questão! melhor pensarmos primeiro antes de encará-la ou de querer mostrar o lado troglodita que nos fora imposto pela nossa sagrada tradição: família, escola e igreja.O homem macho, tosco e anti-doméstico perdeu-se diante da mulher dos tempos do pós-feminismos.O tempo urge! É hora para criarmos o movimento pós-machistas.-
Legal mesmo é a fase que antecede a escolha do viver em comum, num mesmo teto. Antes, no namoro ou noivado, a fala e o jeito de ser do homem é levado em conta. Tudo é festa! O coitado conta a piada mais sem graça da mesa e sua amada ri compulsivamente.
Vale tudo! o homem fica engraçado ao lado da namorada ou noiva.Faz-se tudo em nome da conquista! Improvisa-se lazer, a saída noturna ou qualquer outra coisa fora do previsível.
Contudo, quando casa? pronto! tudo muda!Se contar a mesma piada, ela deixa de ser engraçada imediatamente. Ainda leva uma bronca:
- " que isto amor? que mico é este? Estamos juntos ou casados e não pega bem um pessoa da sua estirpe ficar caindo no ridículo uma piada dessa natureza totalmente sem graça".
Primeiro baque! a mesma piada escancaradamente engraçada, num toque de mágica conjugal, tornou-se sem graça.
Sabe aqueles gostos que o cara tinha antes do casamento? já era agora vale a voz feminina.Aquele CDs bregas que você comprou, tocava e ela curtia exageradamente? Agora, vai para lixo.A ordem é andar cadenciado ou à imagem e semelhança da mulher.
Ah! já tentou comprar um quadro de pintura por conta própria e colocá-lo na parede sem consultá-la? Experimente e verás o que vais lhe acontecer.
Quando se casa, o cara continua sem casa. Tudo como dantes nos tempos da casinha da mamãe.Enquanto que tu vais brincar de caçar na rua, mostrar que é macho de primeira linha, a sua irmã vai aprendendo a ter o monópolio da casa.- seus pais encute na sua cabeça de que casa é coisa de mulher, de mãe, esposa. E que o lugar do homem é ficar na rua o dia inteiro brincando de ser macho forte, garanhão e conquistador.
Assim, caminha o homem-macho acreditando que ao caçar a mulher será o senhor absoluto da sua vida, do seu corpo, da sua sexualidade e da moradia em comum.- Somos machos, mais porém oprimidos! Embarcarmos na doce fase do namoro sem dá conta de que estamos caminhando para um lugar que não nos pertence e não sabemos como administrá-lo.
Resultado! continuamos sem casa e sem direito de expressar a vontade e gosto. A sensação que se tem que a casa conjugal é um lugar de mera hospedagem.
Somos algo sem opinião na estrada das companheiras. Descubrimos que não sabemos nada de casa e da essência feminina.
Andar com a companheira ou esposa em loja torna-se uma atividade penosa, sofrida e martíria. Descobrimos que o nosso tempo é diferente delas. Isto quando sabemos como roda o tempo do universo feminino.
Descobrimos que ao irmos em qualquer loja, com as digníssimas, nossas opiniões têm pouco poder de persuação.
Elas perguntam: -" o que você acha desse produto?
Tentamos responder qualquer coisa que possa convencê-la a levar o tal produto. Resultado: não serviu de nada a nossa opinião.
Afinal, tenho uma grande curiosidade em perguntar as mulheres, indagando-lhes:
para que serve a companhia do homem numa loja com a sua grande amada?nossas opiniões serão levadas em conta?
Aliás, se um dia fosse magistrado da justiça iria colocar, como pena alternativa a um réu que cometeu um crime de menor potencialidade, andar com as mulheres durante um ano, como forma de punição.
Certamente o coitado ficaria curado diante de novas tentações delituosas.
Homens casados! machos oprimidos!Está na hora de promovermos a nossa reconstrução existencial e de gênero!É hora de aprendermos a dividir o poder na vida conjugal.A casa deve ser dividida. O nosso gosto deve ser levado em conta.- Temos que conquistar a confiança das mulheres, para que possamos assegurar os nossos gostos, vontades e preferencias na escolha das coisas que regem a vida doméstica numa vida conjugal.É hora de mudarmos esta história de monopólio do gosto feminina dentro da casa que julgamos ser dos dois!Para isto é necessário as seguintes mudanças de mentalidades:- temos que brincar de bonecas a exemplo das nossas irmãs. Fiquemos tranquilos, pois isto jamais vai provocar mudança do nosso sexo.- Temos que pedir aos nossos amigos e amigas que nos dêem casinhas de barbie ou de Hello Kitty. Brincar de arrumar aqueles brinquedinhos de casinha é um bom começo para reincorporamos a nossa masculinidade, outrora vilenpediada pela ideologia machista.- Bom seria se alguns deixassem de fazer o seu xixi-macho no tampos dos vasos. Podem sentar no trono e fazer tranquilo que ao sair do banheiro não sofrerá qualquer processo de metamorfose e matrix. Continuaremos homens.Ah! seria bom se alguns deixassem de coçar a região genitália como se tivesse uma doença incurável alojada nas coisas. É constrangedor para as companheiras.- Parar de cuspir na rua também contribuiria muito para sermos confiáveis.- Faça um curso de culinária, de pintura, de balé que ajudará em muito na busca da confiança plena por parte das mulheres. Além disto, serve para desenvolver a nossa sensibilidade masculina.Eis os primeiros passos a serem tomados para que possamos, finalmente, ter o direito de escolher coisas para serem colocadas na casa, sem risco de errarmos e no final ouvirmos aquela frase trêmula e introspecta: " não te disse".Confrontá-la com risco do "não te disse" ou reaprender a ser um ser masculino?Eis a questão! melhor pensarmos primeiro antes de encará-la ou de querer mostrar o lado troglodita que nos fora imposto pela nossa sagrada tradição: família, escola e igreja.O homem macho, tosco e anti-doméstico perdeu-se diante da mulher dos tempos do pós-feminismos.O tempo urge! É hora para criarmos o movimento pós-machistas.-
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
VIDA MODERNA! VIDA UNIFORMIZADA
Brasília é uma cidade extremamente programada. Aqui não há espaço para o imprevisível ou a surpresa. Não se anda com as pernas. Anda-se com o carro o tempo o tempo até o raiar do entardecer do Cerrado.
A forma arquitetônica contaminou o inconsciente coletivo. Andamos setorizados e quadrificados. Somos quadras ou setores. Não temos nomes nas ruas. Tudo se confunde! Até no cemitério temos a extensão da rotina. Lá se procura o túmulo de alguém através da nomeclatura "quadra".
Tudo é robotico! Tanto faz semana de trabalho quanto final de semana. Sabe-se naturalmente o que fazer a cada dia da semana.
Chama-me mais a atenção é a hora do lazer. Aqui tem um parque da cidade que parece um velório ou parada militar. Caminha-se nas pistas emudecidos ou olhares cabisbaixos com medo de receber um "bom dia". Um bom dia tornou-se um momento sofrível ou de pânico para muitos. Anda-se de roupas esportivas uniformizadas com uma expressão facial bélica. Todos de medo de todos e desconfiam-se da própria sombra.
Brasília é uma cidade fria onde os corpos humanos se perdem numa arquitetura meramente contemplativa e amorfa.
Brasília é uma agenda engessada e programada. Sem vida espontânea que se perde dentro dos carros circundantes que buscam encontrar um lugar diferente.
Ri em Brasília é sinônimo de drogado. A Risada escancarada torna-se suspeita. Todos, discretamente, lhe dada para saber qual a droga que tu usas? A risada desmedida provoca suspeição. A ordem unida candanga está acostumada com risada embutida e etiquetada.
Brasília é o lugar da neurose e do individualismo. Mora-se anos ao lado de alguém sem saber o seu nome. Brasília é terra do Nunca. Nunca deu certo e nunca os seus criadores moraram por aqui.
Brasília é semelhante ao Criador que criou o mundo e nunca mais apareceu por aqui.
Brasília é um purgatório que se resume a trabalho-shop e dormitório.
Tem um céu bonito contemplado por seres carrancudos. Tenho um cerrado onde todos confundem com mato imprestável. Explica-se portanto, o desmatamento desmedido e incontido. Tira-se a árvore torta para colocar uma árvore reta sem brisa. Aliás, o torto é subversivo e inquietante. Bonito é andar engomado nos ternos burocráticos.
Brasília é ternocrata. Todos usam os ternos para serem aceitos na ordem candanga unida.
Brasília não é uma ilha. A Ilha ainda tem o barulho do mar. Brasília é uma pilha de nervos compostas de uma maioria de pessoas dependentes de psicotrópicos e outra de drogas e bebidas alcólicas para suportarem otédio e a mediocridade dos emergentes e dos servidores públicos.
Brasília é o paradoxo da sua própria retórica e de seus ufanistas: ora é eixão da morte ora é eixão do lazer. Durante a semana mata-se o pedestre e no final, brinca-se com suas bicletas e patins na pista marcadas por corpos esfolados monstros de quatro rodas.
Enquanto náo se chega o tempo de aposentar melhor é continuar sonhando com aeroporto e a Br-40.
A forma arquitetônica contaminou o inconsciente coletivo. Andamos setorizados e quadrificados. Somos quadras ou setores. Não temos nomes nas ruas. Tudo se confunde! Até no cemitério temos a extensão da rotina. Lá se procura o túmulo de alguém através da nomeclatura "quadra".
Tudo é robotico! Tanto faz semana de trabalho quanto final de semana. Sabe-se naturalmente o que fazer a cada dia da semana.
Chama-me mais a atenção é a hora do lazer. Aqui tem um parque da cidade que parece um velório ou parada militar. Caminha-se nas pistas emudecidos ou olhares cabisbaixos com medo de receber um "bom dia". Um bom dia tornou-se um momento sofrível ou de pânico para muitos. Anda-se de roupas esportivas uniformizadas com uma expressão facial bélica. Todos de medo de todos e desconfiam-se da própria sombra.
Brasília é uma cidade fria onde os corpos humanos se perdem numa arquitetura meramente contemplativa e amorfa.
Brasília é uma agenda engessada e programada. Sem vida espontânea que se perde dentro dos carros circundantes que buscam encontrar um lugar diferente.
Ri em Brasília é sinônimo de drogado. A Risada escancarada torna-se suspeita. Todos, discretamente, lhe dada para saber qual a droga que tu usas? A risada desmedida provoca suspeição. A ordem unida candanga está acostumada com risada embutida e etiquetada.
Brasília é o lugar da neurose e do individualismo. Mora-se anos ao lado de alguém sem saber o seu nome. Brasília é terra do Nunca. Nunca deu certo e nunca os seus criadores moraram por aqui.
Brasília é semelhante ao Criador que criou o mundo e nunca mais apareceu por aqui.
Brasília é um purgatório que se resume a trabalho-shop e dormitório.
Tem um céu bonito contemplado por seres carrancudos. Tenho um cerrado onde todos confundem com mato imprestável. Explica-se portanto, o desmatamento desmedido e incontido. Tira-se a árvore torta para colocar uma árvore reta sem brisa. Aliás, o torto é subversivo e inquietante. Bonito é andar engomado nos ternos burocráticos.
Brasília é ternocrata. Todos usam os ternos para serem aceitos na ordem candanga unida.
Brasília não é uma ilha. A Ilha ainda tem o barulho do mar. Brasília é uma pilha de nervos compostas de uma maioria de pessoas dependentes de psicotrópicos e outra de drogas e bebidas alcólicas para suportarem otédio e a mediocridade dos emergentes e dos servidores públicos.
Brasília é o paradoxo da sua própria retórica e de seus ufanistas: ora é eixão da morte ora é eixão do lazer. Durante a semana mata-se o pedestre e no final, brinca-se com suas bicletas e patins na pista marcadas por corpos esfolados monstros de quatro rodas.
Enquanto náo se chega o tempo de aposentar melhor é continuar sonhando com aeroporto e a Br-40.
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