sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Brizola Chama reporter de Drogada

Direito de Resposta Brizola x Globo.mp4

MILTON nascimento - nada será como antes

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O analfabeto acadêmico

Na minha longa trajetória de menino pobre, diziam a minoria de 5 milhões de brasileiros privilegiados que o nosso estado de pobreza, dentro outros, decorre da falta de escolarização e educação. Contudo, o pouco de pessoas pobres que lutaou e superou o estado de pobreza, ao chegar nas universidades, percebeu e descobriu um tipo de ignorância de analfabetismo escondido e sonegado no nosso imaginário social de "seres inferiores".
Se do nosso lado, temos a dificuldade de ter acesso a educação. A turma dos 5 milhões de arianos-brasileiros também tem lá a sua contradição. No meio dos letrados e graduados de "olhos azuis" tem um analfabetismo muito mais grave do que o analfabetismo do povo. Trata-se do analfabestimo burguesal. O analfabetismo burguesal é um analfabetismo político e preconceitual. É aquele que os 5 milhões, apesar de graduados, ao saírem com o diploma do mosteiro acadêmico, tentam domesticar os sem-escolas e sem-graduaçãos. Tentam, inutilmente, catequizar a empregada doméstica, o cortador de cana, o motorista e outros, transmitindo-se o saber apenas pelo olhar do O Globo, a Folha e outros jornais da mídia tradicional. Falam uma verdade, como fosse uma realidade inquestionável, apostando na idéia etnocêntrica do que o povo não tem cérebro. Ledo engano e hoje superado e indisfarçável.
Prá gente do andar infeior é duro saber que o "cara" de "olhos azuis" virou advogado, médico, arquiteto e continua acreditando na narrativa da mídia. Tem-se a sensação de que, quando uma pessoa sai da universidade, já sai domésticado com a tarefa de repassar apenas o discurso da mídia ou dos livros decodificados e canonizados pelo grande ser europeu.
O grande e o incomparável antrológo, Darcy Ribeiro, homem eternamente debochado, dizia-nos que "a tal de gente letrada ou acadêmica brasileira, se assemelhava, com o devido respeito, "ao Pai-de-Santo. Ou seja, a função única de incoporar e traduzir linguisticamente a metafísica e metalinquistica acadêmica europeia.
É trágico e folclórico ter que conviver, por 5 anos, com os intelectuais e professores universitários, que se reduziram apenas a uma homilia recital dos livros, dito "´clássicos", a exemplo das religiões fanáticas.
Depois de 4 cursos superiores e de pós-graduação, descobria que pior do que o analfabetismo que tanto tormenta os pobres, é o analfabetismo dos 5 milhões de arianos-brasileiros que constrói a verdade lendo textos pobres, genéricos e tautológicos dos editorialistas dos principais jornais do Brasileiro.
O mais nauseante é saber que estes 5 milhões de seres civilizados e "Higienopolizados", tentam usar seus "jornalécos" como fonte de inspiração ética, moral, religiosa e liberal para os negros, pobres e comunidades.
Coitado de Hayek e Adam Smith. A servidão e a "mão invisível" conspiraram contra os seus próprios filhos e suas filhas.
O analfabetismo da minoria privilegiada é um analfabetismo pela falta de caráter, boa-fé, honestidade e ética. Duro enfatizar esta gente que traz no útero, no sangue, na religião e no cérebro o preconceito, racismo e nazismo social!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lula Contra a Folha, apoiadora da Ditadura Militar

“Uma vez estava almoçando na Folha de S.Paulo e o diretor me perguntou: como é que você quer governar o Brasil se você não fala inglês? [...] E eu disse para ele: alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português. Era eu, o país subalterno, colonizado, que tinha que falar inglês”. Foi isso o que disse Lula ao chegar para o comíco em Dourados, cidade governada pelo PDT no Mato Grosso do Sul.
Lula afirmou ainda que irá terminar o mandato “sem precisar ter almoçado em nenhum jornal nem nenhuma televisão”. “Também nunca faltei com o respeito com nenhum deles. Já faltaram comigo. Se dependesse de determinados meios de comunicação, eu teria zero na pesquisa, e não 80% de bom e ótimo como temos nesse país”, completou.
O trecho acima, do G1, mostra como cada vez mais Lula está aproveitando o processo eleitoral para evidenciar como há um conflito político-ideológico entre a vontade popular e a grande imprensa.
Lula, ao falar em Campo Grande, se disse vítima de preconceito no passado, criticando a “ignorância dos que me achavam ‘anarfa’ [analfabeto]“. “Tuso o que aprendi sobre caráter aprendi com minha mãe analfabeta”.
Os homens “finos” locais, os do “primado espiritual”, estão apoiando um troglodita como André Puccinelli ao governo do Mato Grosso do Sul, que disse que ia “estuprar em praça pública” o “veado maconheiro” do Ministro Carlos Minc.
Eu torço com todo o coração pela vitória de Zeca do PT em Mato Grosso do Sul. com Dagoberto Nogueira, do PDT, como senador.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Militares nunca mais!!!

Hoje bateu uma saudade do meu tempo de adolescente e jovem morador do bairro Cruzeiro Velho/Brasilia/DF. Bateu aquela saudade, lembrando do nosso enfrentamento aos soldadinhos do Exercito que faziam suas rondas no bairro, humilhando e ameaçando o morador que ousasse usar barba, estilo Marx. Todo barbudo corria o risco de levar um cassetete nas costas ou no rosto. Qualquer barbudo gerava raiva nos milicos e seus comparsas civis da Avenida Paulista ou Zona Sul do Rio. Na ditadura militar não havia liberdade. Cantava-se um patriotismo forçado nas escolas públicas. Quem ousassem fazer diferente, era torturado ou preso sem qualquer direito a defesa. Não havia contraditório ou direito a um advogado. Valia a lei dos porões, do choque elétrico e do estupro institucional. Os homens sofriam choque elétrico no pênis e as mulheres introduziam diversas ferramentas em sua vagina. Assim era os anos dourados do porrete dos militares apoiados pela classe média, parte das igrejas evangélicas e principalmente a Rede Globo. Esta foi uma das principais financiadoras do golpe contra João Goulart. Ou amava-se o Brasil na marra, ou tomava porrada dos soldadinhos ou policiais disfarçados entre os moradores, estudantes, maconheiros e pastores... A ditadura militar ficava na sombra das pessoas. O cara ficava na sua mesa de cerveja ou de discussão sobre futebol, mulher. O cara ficava só filmando sorrateiramente as pessoas. Quem falava alguma coisa contra o governo, pronto!! tava fudido e mal pago. Aliás se falasse que o arroz estava caro e que o governo deverá fazer alguma coisa!!! Ferrou. Filmava você discretamente. Lembro-me quando fui Secretário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a época apareceu o cabo Firmino(ex-agente e dedo duro da ditadura). Parou na entrada da Comissão e falou-me: "já te filmei no início dos anos 80." Fiquei surpreso e perguntei-lhe donde tinha me visto. Falou-me, se por acaso andava eu nas mediaçöes do Conic (Shoppincenter marginal de Brasilia). Disse-lhe que sim! Que fazia teatro na Faculdade Dulcina de Moraes. Ele descreveu toda a minha atividade de membro do diretório acadêmico. Preciso ir até a ABIN, para fazer o levantamento da minha ficha política e ideológica. Era sim que funcionava e respirava-se na ditadura. Ninguém sabia quem era amigo ou inimigo. Corria-se o risco 24 horas sem fim. Todo cuidado era pouco. Os caras não tinham dó. Metiam a baioneta altamente afiadas na sua goela ou no seu peito. Não fui ativista nato. Fui apenas um questionador. Na escola, éramos censurados. Não podia sequer questionar a aula de histórica. Muitas vezes meus pais eram chamados lá e advertidos pelo diretor(delator) dizendo-lhes que o Ruy era muito questionador e crítico. Questionador e crítico eram personagens potencialmente perigosos, rotulados de comunistas, ateus e anarquistas. Os milicos diziam que o comunismo comiam as criancinhas. Hoje no capitalismo reina-se os pedófilos que fazem parte desta engrenagem de exploração. Diziam que as terras e as propriedades seriam confiscados. No capitalismo os pobres já nascem confiscados da sua dignidade e ou seu direito a moradia. Enfim, os milicos se afirmavam apenas no espírito bélico já que seus cérebros eram apenas maquinas reprodutoras da CIA e da ideologia norteamericana. Viva a democracia! Prefiro a democracia, com toda a sua putaria e seus defeitos. Xô repugnante ordem única e imposta dos milicos e civis brasileiros lacaios do fetichismo de Miami e da CIA. Fujo da parada militar de 7 de setembro. Prefiro a Parada Gay.Mais criativa do que a fética ou morbida parada os milicos. Escapei do massacre de 31 de março e estou nos braços da democracia sem medo de ser feliz e livre!! Fui!!! Aos que morreram covardimente nos porões, lutarei para que a verdade seja desnudada dos arquivos escondidos nas casas dos generais, brigadeiros e almirantes fascistas dos anos de chumbo grosso.

Nos porões da tortura - 1