sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vida simples! recuperá-la é preciso!!!

Percebe-se que quando ascendemos social e profissional perdemos gradativamente o jeito simples de ser. Se outrora andávamos desvergonhadamente com os pés e chinelos pelas ruas, nos meios da poeira e debaixo da chuva; hoje deitado esplendidamente num automóvel confortadamente.
Andar custo tempo; Custa-se dinheiro e perde-se tempo. Sorrir ficou para momentos programados. Chorar só quando estimulado por uma força midiática e simbólica. Tempos outrora o sorriso era voluntário, imprevisto e andante. O brincar implicava-se suportar-se mutuamente, sem o risco de alguém perder a estribeira e lançar-se belicamente conra o seu suposto ofensor.
Andar fazia bem para o coraçao, para alma e para o olhar. Andando-se com os pés, enxerga-se mais. O olhar é multiforme ao contrário do automóvel que nos dá sensaçao de andar de cabresco e viseira. No olhar quadrante ver-se táo somente objetos de quatro rodas enfurecidos, apressados, etiquetados e de seres robotizados.
Quão maravilhoso os tempos do uso dos pés. A chegada era mais longa e dmorada. Mas o andar até ao chegar fazia bem e nos trazia gratas surpresas. o andar me permite parar, improvisar e papear , exceto em Brasília. Aliás, andar pelas ruas de Brasilia é sentir-se humilhado, indigente e invisível. Como é cruel ser cidadão sem automóvel nas terras de JK.!!!!
Vida simples. Vida nostalgica. O hoje, amanhã sérá o passado. o que lembrar do hoje quando se transformar num passado? O que é o hoje se não um hoje sem humano e recheado de etiqueta e status quo. O hoje é hoje do ser esvaziado do ser e aprisionado pelo ter desenfreadamente e abençoadamente. Vivamos o presente mais não esquecemos de deixar um bom presente para o futuro. Qual será o nosso bom presente que deixaremos a exemplo dos nossos antepassados???

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CARREFOUR RACISTA

A direita e a esquerda brasileira tem algo em comum. Insitem em dizer que o problema do negro é um problema meramente social. Superado a pobreza , o negro está livre do racismo! Ouço isto todos os dias na minha militância, no trabalho e na cotidianidade.
No entanto quem é negro de classe média sabe muito bem que essa conversinha de racista sofisticado e amigável não condiz com a nossa dura realidade. Se moramos numa região chic, o branco olha atravessado, inconformado e até indignado. Lembro-me quando mudei para um condomínio chic e no imóvel , ao chegar na portaria do nosso jeito espontâneo de ser, o porteiro me disse na volta que uma determinada moradora branco, residente num apartamento menor do que o meu, lhe perguntou: "quem era esse sujeito esquisito de tranças e vestido de não-branco?" O porteiro, um rapaz gay negro, educamente lhe falou: "Esse sujeito estranho é dono de um apartamento de 4 quartos". Ela saiu sem graça e ele danou a rir e vingou-se por raro momento.
Esta é a dura vida do negro que tem carro, apartamento chic , etc... É o policial que nos olha com ódio ao saber que ganhamos mais do que ele. É o segurança de um banco, geralmente um branco frustrado e fracassado que resolve descarregar a sua incompetência de imigrante decante. É no trabalho quando você exerce um cargo de direção e eles nos olham com revolta. Afinal, nem todo dia tem um negro num cargo público.
É duro para um branco que veio na condição de imigrante europeu e deparar com um negro que veio escravo e o ultrapassou pela viameritocracia. Não ganhou terra no Sul e Sudeste.
Somos do cacete!!! Chegamos escravos! Saímos das senzalas sem eira e beira e fomos longe, mesmo sofrendo discrinminação e criminilização.
Abaixo o racismo do Carrefour de Osasco que sempre usou o racismo como meio de proteção de seu patrimônio.....

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MÍDIA CANALHA E FASCISTA!

Participei recententemente de um debate sobre Ética e Transparência promovido pela Ouvidoria Parlamentar da Câmara dos Deputados. Estiveram os principais editorialistas da imprensa empresarial e pró-ditadura militar. Lá esteve Dora Kramaer, Merval, Eugênio Bucci, o presidente da Transparência Brasil, Castelo Branco e outros. Começaram com um tom professoral e sacerdotal, dando a entender serem porta-vozes da moralidade e ética. Pareciam seres representantes de entidades ilibadas e imaculadas. Fizeram suas narrativas circunstâncias, desprovidas de autocrítica institucional e histórica. Os parlamentares ouviram tranquilamente. Terminado o sermão midiático, passou-se a palavras aos parlamentares. Fiquei de alma lavada quando um deputado recem chegado á

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MICHAEL JACKSON SE FOI!!!!!!

Não quero falar das contradiçoes ocorridas na vida desse grande irmão da minha raça. Ele mudou a estética da música. Criou novo marco artísitico. O mundo da arte popular. Popular é o cacete!! toda arte é arte em si mesma, mesmo a contragosto dessa arte escrota e sacralizada nos museus dos olhos azuis. Michael Jackson foi o cara! Nasceu no gueto norteamericana. Criou o estilo dançante se passar pelas estupidas academias de danças militarizadas. Ele superou o quase insuperável no mundo dos fundamentalistas e racistas daquele País. Michael Jackson inovou. A raiva é grande! um negro inovando, criando; dirigindo e estetizando o palco é algo sublime e revolucionário. Superou os mitos de olhos azuis da cultura pop Ocidental.
Sua dança é contagiante, litúrgica e fenomenal. Ouví-lo é um bálsamo e êxtase. Suas músicas misturava consciëncia etnica e crise identitária. Ninguém vai tirar o seu mérito, mesmo errando, mesmo embranquecendo-se.
O mundo ficou mais pobre de espírito, de energia e de criatividade! Morreu um herói desfigurado pela orda racista! Sua continuará a alimentar a vida dos guetos, das periférias e das almas generosas.
O mundo ficou muito chato! Os criativos, os revolucionários, os rebeldes, os "sonhadores" e os utópicos estão indo embora!
O mundo estar ficando chato nas mãos dos normais, dos ilibados e dos militarizados!
Tive o privilégio de assistir o show dos JACKSONS 5 em Brasília. Nunca mais o tirei da mente.
Michael Jackson é a expressão da nossa luta. Somos Michael Jackson diariamente. Diariamente somos cobraos para comportamos iguais aos brancos.!
Diariamente intentam contra nós para vestirmos e pensarmos iguais aos olhos azuis.
Somos Michael Jackson na dor que sofremos contra o racismo que está presente na educação familiar, escolar e religiosa.
Ele náo suportou esta luta interna de uma alma ferida pela sociedade racista.
Serei eternamente Zumbi dos Palmares! Eternamente Mandela! Eternamente Stive Biko! e eternamente Michael Jackson.!
Sua dança é a dança da alma do povo negro. É a dança de conforto frente a diáspora dos africanos.
Sobreviva Michael Jackson em nossas vidas. Trilhemos sem termos dúvidas se somos black ou white.

Amo seu estilo música. Suas músicas alimentam a minha alma e fortelece as minhas convicções históricas, ética e racial.
Até breve grande irmão MICHAEL JACKSON. O Seu espírito continuará alimentando a nossa militância contra o racismo.
Quero um dia estar ao lado noutro mundo, chamado de sobrenatural.

sábado, 6 de junho de 2009

EM DEFESA DO BANCO DO BRASIL E DA CEF

Nos anos 90 viviamos a era da euforia em prol do Estado mínimo. A ordem era privatizar, tendo como seu porta-voz o FHC, o intelectual da elite tradicional e escravocrata paulistana, o "letrado" de Sobornne". O Estado sofria enormes ataques pela sua ineficiência e concentralismo econômico. Telebrás, Vale do Rio Doce e tantos outros submetiam a todo tipo de desqualificação conceitual e funcional. Lembro muito bem quando a Telebrás foi privatizada, os "pais de Santo" do Consenso de Washington diziam que teríamos a "saudável concorrência" e que os preços dos serviços telefônicos, talibanicamente baixariam. Naquele tempo, cansava em advertir a população brasileira que no primeiro momento, ficariamos encantadas em adquirir os produtos facilmente, mas com decorrer do tempo estes produtos seriam embutidos nos preços dos serviços telefônicos. É verdade que o estatismo da telebrás privilegiava uma minoria que tinha acesso à linha telefônica. Contudo, é importante dizer que a privatização também não diminuiu o custo operacional para os clientes. Quem tem uma linha telefônica do tempo anterior ao atual privatizado perceberá que, hoje se paga muito caro pelas ligações. Além disto, vivemos um tempo novo de oligopolio telefônico. Cada vez mais ocorre fusão numa clara e sutileza caminhada ao monopolio privado. As empresas menores estão sendo devoradas pelas transnacionais. É questão de tempo, caminhamos para o triunfo de uma única empresa. Viva a privatização onde as empresas estatais foram vendidas por sistema de cotas, ou seja financiadas pelo BNDES!!!!. Comprou-se empresas com dinheiro público. Foi uma venda altamente vantajosa para a economia privada. As estradas estão asfaltadas, os preços altamente caro. Viva a sociedade privatizante, capitalista onde a classe média, sempre mítica e estúpida, acredita em mais do "Papai Noel". Só essa cínica classe média da Avenida Paulista, do lago Sul e da Zona Sul do Rio acreditou que a privatizaram importaria numa pressuposta competição de preços e redução de custo. Graças a esta ignóbil classe média, a massa subalterna, também acredita, na idéia de deus montéista. Ambos estão empatados em termos de crendice, folclore e kitsch: os pobres acreditam num deus e a classe média na privatização e no individualismo.
Estou pensando se valou apena eu ter cursado 3 superiores, a pós e o mestrado e publicações. Achava o canudo era a certeza de eficiência, soberania, autodeterminação e independência nacional. A Turma reprodutora do Consenso de Washington fez-me ter vergonha e desilução com a vida acadêmica. Afinal, para que serve a Universidade, senão para criar bonecos reprodutores do pensamento colonialista. Eu tenho vergonha do ser graduado! Vou voltar a me reconstruir com a sabedoria popular e dos iletrados!!!!!!! Afinal, eles são menos preconceituosos, arrogantes e capachos da dogmática Ocidental. Vou queimar todos os livros escritos pelos racistas e fascistas de "Olhos Azuis" terceiro-mundista!!!!!!!! Não acredita mais nas suas versões históricas, teológicas, éticas e científicas. A brincadeira acabou, pois a luta é realmente de classe social e racial.
Ah! é bom ressaltar que a exemplo da proposta de constitucionalização da Petrobrás, sugiro aos ex-profetas do Estado mínimo, incluir o Banco do Brasil e a CEF. Até porque, nos tempos da atual crise, nenhum banco privado pensou no patriotismo e se predispõe a aumentar a oferta de financiamento. Graças aos bancos estatais, a economia brasileira suportou bem a derrocada do neoliberalismo, sob a batuta desse operário, de quatro dedos, que tanto nos orgulha e, principalmente se identifica com os pobres, negros, homoafetivos e índios.
EU TENHO VERGONHA DE DIZER QUE SOU GRADUADO!!!!!!!! TENHO VERGONHA DE DIZER QUE ESTOU CLASSE MÉDIA!!! Graças a minha formação familiar, orientado por uma mulher "sem diploma" que ainda não enveredei para o mundo das drogas. O mundo camuflados pelos livros dos "olhos azuis" letrados, perfumados e euro-americanizados, certamente é um mundo sem tesão e se vontade viver. Viver para os letrados é ficar em redoma e num mundo hermético e do pseudoconcreto.

terça-feira, 7 de abril de 2009

QUEM FOI POBRE ENTENDE ADRIANO

Hoje li nos jornais que esse Adriano, esse fenomenal jogador, vem curtindo uma doce nostalgia. Diz a imprensa que ele está deprimido para justificar a busca do seu refúgio na favela. Diz ele que nasce e ficou até a adolescencência na favela e que amo muito o seu lugar de menino pobre. Quem nasceu entre os pobres; cresceu profissionalmente e transformou-senum ser de classe média ou pessoa rica, vai entender perfeitamente o que ele está passando. Num mundo cruel, de aparência e de faz de conta, ser transparente, sensível e humano tornou-se algo herético. A onda é disfarçar a tristeza e o jeito insosso de ser classe média. Adriano demonstrou ser uma pessoa altamente humana e que não perdeu o seu jeito de ser menino simples. A vida seria mais prazeirosa se tivessemos coragem de assumir a nossa própria couraça. Sei o que ele está passando e sentindo. Quem nasceu menina pobre sabe o que é brincar na terra, compartilhar a carne de segunda com os vizinhos, ri e chorar junto. Na favela ou na periferia, tirando a miséria da localidade, a vida é vivida com intensidade e alegria. Na favela as dificuldades de ser cidade favelado e ou periférico, jamais tira da alma dessa gente a vontade de viver. Chegar na casa de um favelado é encontrar sempre uma panela pronta para ser servida ou tomar aquele deliciosa café feito na hora e com alegria. Na favela não se marca horário e agenda os encontros. Na favela pessoa é sempre benvinda nas casas, nos barracos e nos morros. Todos se conhecem. Na favela, eu sei quem é o meu vizinho. Lá se identifica pelo nome. Temos nomes. Na favela todos se alegram com a vitória do vizinho. Sei o que Adriano está sentido. A vida árida, tediosa e de aparência da classe média e rica é tão vil que a infância pobre será uma eterna lembrança dos bons tempos da solidariedade, da brincadeira criativa e do sorriso constante de cada pessoa que nos avizinha. Lá o sorriso é de graça. Não se paga 120 reais para sorrir num show programado. Lá espontaneidade é natural e o sorriso é constante.

quinta-feira, 19 de março de 2009

PARA QUE SERVE A ESCOLA?

O notável Ivan Illich escreve no século passado uma magistral obra intitulada "Sociedade sem Escolas". Fez crítica ao formalismo pedagógico e estupidez dos letrados que só têm a função de reproduzir uma mente hierarquicamente superior sem a devida reflexão. O curso de direito é uma bela expressão dessa educação idiotizada. É um dos poucos cursos que se coloca professores que apenas ocupam funções publicas sem o título. Na sala depara-se com toda espécie de especialistas em senso comum jurídico. Boa parte se prestam apenas em reproduzir o pensamento da doutrina numa forte semelhança aos religiosos que ficam apenas repetindos os textos sagrados. O pseudo magistrado fica lendo um texto legal com a lente dos iluminidos. É por isto que o direito tem estreita relação com a religião. Ali o sagrado e o profano se incorporam numa mesma linguagem, dogmática e ritualidade. Delegados, juizes, promotores e advogados ocupam a sala para promover recital talibânico das leis, doutrinadores e jurisprudencialistas. A maioria, na falta de capacidade exegética e hermenêutica usam piadas de baixo gosto de cunho sexista, racista e preconceito social. Nestes 4 anos de curso percebi que o curso de Direito é um curso técnico, de aprendizado de recitações e ritualismo. Direito é uma invenção da baquice burguesa e emergente. É uma crendice da classe média idiota e imbecilizada. Via de regra são regidos por professores sem titularidade, produção acadêmica e científica e ficam nas salas contandos os seus sucessivos profissionais. Afinal, o que esperar de um graduado transformado em professor? O que esperar de um professor da área jurídica que se assemelha ao analfabeto funcional. É duro pagar um curso caro e ter que submete-se a tirania da decoreba e das provinhas objetivas como se as palavras tivessem sentidos unívocos. O curso de Direito no Brasil é curso de aprendizado animal que não requer racicionio crítico e análico. Basta apreender a verborréia do professor e decorar as leis, pronto tira-se nota máxima e é só festejar a mediocridade dos professores e cumplicidade dos alunos. Ainda bem que existe seres pensantes como Luiz Alberto Warat, Raul Zaffaroni e pouquissimos juristas brasileiros que servem de alentos para raríssimas cabeças pensantes do mundo jurídico brasileiro. Penso como seria ser governado por um desses juristas de sala de aula e do staff público. Seria a tirania da mente juridica acefálica. Professor de Direito é um ser de quinta categoria que insiste em ser jurista sem ter titularidade acadêmica e científico. Pior do quer governado por um metalúrgico é ouvir piadinha de advogadinho formados em universidade particulares. professor universitário sem título acadêmico é semelhante a papagio de pirata. Entram em sala de aula apenas para reproduzir as vozes dos livros. KKKKKKKKKKK . O cara ganha um dinheiro de honorários e compra um carro possante e se prestam apenas revelar a sua babaquice jurídica em sala de aula. É por isto, que o aluno termina a gradução e depois fazer mais três de reaprendizagem nos cursinhos do Brasil aforam. Viva esses seres que dão aulas que se dizem professores só porque exercem carguinhos no Judiciário e nas Delegacias. Já dizia Mário Quintana: "O analfabeto é o que não sabe ler. É o que sabe ler e não ler". Amanhã volto com mais baboseira do curso de Direito.