sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Esse fantástico admirável mundo internáutico!!!!

Os jornais encalham nos postos de gasolinas, nas bancas de revistas, nas padarias! O jornal das televisões ficam falando sozinho e virou coisa do passado e dos nostáligicos. A internet chegou para sermos livres das idéias, do pensamento, das opiniões e dos conceitos inventados pela moral, mídia, ideologia e família e religião. A verdade única evaporou e perdeu sentido e significado. Jornalistas falam apenas entre si. O povo se libertou e desprendeu da estúpidez e burrice televisiva. Fantástico mudou virtual, informativo e infinita. A notícia chega primeira com diversas opiniões. Náo dependemos mais dos Roberto Marinho, Octavio Frias e outros que dominavam as mentes dos brasileiros por falta de opção. O computador chega ás casas do povo brasileiro. Na casa dos classe C,D e E já não ficam mais refem dos olhos azuis e engomados televisivos. Todos têm espaço para falar, informar, noticiar e dialogar. A realidade se dilui nas imensas opiniões. Chegam rápidas. Basta ligarmos o computador e acessar a internet, qualquer um chega primeiro do que a fala daqueles jornalistas do horário das 20hs. Acabou o monopóplio da mídia. Acabou a fala unilateral. Acabou ler os jornais com os seus inúmeros erros gramaticais e lógica textual. Acabou-se a leitura preconceituosa, racista e estreita do Correio Braziliense, o Globo, Folha e tantos outros jornais de quinta categoria editoral. Os blogs estão ai instalados na internet para informar de forma democrático e multificetário. Sou blogueiro. Acordo de manhã para ler todos os tipos de notícias jamais impressa ou faladas nos jornais e TVs. A internet liberta, alerta e amplia os nossos horizontes até então vedados pela mídia tradicional. A liberdade da internet sobrepõe a liberdade da imprensa empresarial e fascistas. Viva a internet como caminho de consolidação da tolerância e do olhar multifacetário do povo brasileiro. A autonomia e a liberdade perpassam pelo aprendizado e aproriação da linguagem internáutica.
Esse fantástico mundo admirável, ficou mais admirável, fascinante e existencial, graças a participação dessa imensa massa de internáuticos que não tem medidos esforços para a consolidação da internet como o maior intrumento do exercício democrático contemporâneo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ILEGITIMIDADE DA OAB

É cediço que o curso de direito nasceu para atender as elites do império e do holocausto afro-nativo-brasileiro. Foi um curso, similar ao sistema de cota, exclusivo para os senhores e filhos de donos de escravos. No transcurso do Império os "doutos" juristas foram defensores do modelo de Estado escravagista. O Código Criminal de 1830, está recheiado de penas que punem somente os escravos insurgentes contra o senhores de escravos. Ao contrário, a impunidade era e continua sendo absoluta para estes senhores e seus atuais herdeiros!. Demonstra que o sistema jurídico brasileiro nasceu convalidando a escravidão e modernamente, a miséria social. Isto posto, podemos afirmar que o ordenamento jurídico não é neutro e tampouco positivado. É posto de forma intencional, proposital e com endereçamento, de acordo com o sexo, a raça e a orientação sexual. O direito foi criado para proteger a própria elite. Basta lembrar: "o dia do calote". Lógico! os caloteiros eram e continuam sendo meninos e meninos delinquentes chic de classe média e alta que aprontam sob a chancela da polícia que fica impávida e dócil e, de um gerente, gente da laia de deles.
Dito isto, vamos ao que interessa! De vez enquanto surge a OAB se apresentando como portadora das vozes oprimidas e da ética. Antes de mais nada, nós negros, índios e pobres não a reconhecemos como a portadora das nossas lutas. Nunca e jamais aceitaremos a sua tutela. A OAB e os Judiciário não têm reserva moral e histórica para falar em nome de nossos povos. Precisávamos deles nos tempos da escravidão e do roubo das terras indígenas. Lá, emudeceram-se e andavam de mãos dadas com os canalhas Dom Pedro, Princesa Isabel, liberais e republicanos e tantos outros miliantes da corja portuguesa. A OAB não nos representa. Não aceitamos os seus editorais moralistas supostamente em favor dos favelados, dos negros e dos pobres. Somos negros e índios pensantes e sabemos como funciona essa engranagem do Estado plutocrático, racista e fascista brasileira. Nós, dos morros, das favelas, periferias e palafitas não acreditamos na lei que esta elite barbara criou, como possibilidade de emancipação e da dignidade humana. Acreditar na OAB e no sistema judiciário seria, para nós, o mesmo que acreditar no Papel Noel, branco de olhos azuis. Assim, no lugar de falar em nome da marginália seria interessante a OAB fazer um processo de auto depuração e ajudar a higienizar o Judiciário das corrupções, vendas de sentença, de tráfico de influência nos critérios de escolhas dos magistrados às instâncias. Além disto, seria de grande valia que a OAB denunciasse que os magistrados delinquentes quando são condenados, levam como troféu de consolação uma aposentadoria compulsória. Que moral tem a OAB o Judiciário em falar dos outros Poderes? Não me lembro de quando um Presidente da República, Deputado ou Senador, foram cassados, levam o salário como forma de compensação. Esse é a OAB defensora da Ficha Limpa e ética e, o Judiciário, defensor da legalidade que se ilegitimamente tenta ocupar o lugar do Parlamento e do cidadão, para decidir o nosso futuro e as nossas escolhas. Faria muito para a sociedade brasileira e si própria, se a OAB investigasse os escândalos dos concursos públicos no Tribunal do Rio de Janeiro, onde ïluminados e intocáveis juristas são suspeitos de fraudalerem alguns concursos para juizes e tabeliões. Peço desculpas aos meus amigos e amigas por não está a escrever diariamente, em razão do meu processo de emburrecimento através do curso de Direito. Fui catequizar-me nos Códigos!!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Muito sem sonho! Mundo sem poesia

Saramago se foi. O mundo caminha em processo de empobrecimento intectual e cultural. A morte destes homens e destas mulheres nos desafia em continuar esta longa e prazeirosa caminhada daqueles que resistem em achar que este mundo que taí posto, imposto e impostor. Mundo esvaziado de sonhos, utopia e coroado de mediocridade, mesmice e de negação do próximo, numa verdadeira afronta aos princípios da tradição cristíca: "do amai o próximo". O próximo não é mais o de carne e osso. O próximo é o próximo carro, a roupa, a jóia, a casa cercada, blindados pelo o egóismo e pela indiferença. O próximo não é um cidadão e sim, o consumidor! Deixamos de ter alma humana para ter alma consumista! Deixamos de viver simplesmente o simples. Deixamos as ruas, as praças para moldurarmos em templos consumistas e ali ficarmos numa tal de "praça da alimentação", quiçá da lamentação. Vida humanizada se foi. Deu lugar a vida etiquetada. Deixamos a espontaneidade e a criatividade. Somos matrix das coisas e de objetos que ganham vida e espírito. Saramago foi um eterno insurgente desta vida estranhamente desumanizada. Solidário na sua luta e na sua teimosia por um outro mundo humanamente humano. Homem cidadão do mundo, dos oprimidos, dos fracos, dos discriminados. Homem que deixou a dogmática e o ritual da academia para ser militante da vida, dos sonhos. Homem que saiu dos mosteiros academicos para defender o possível e impossível. Polêmico! Autêntico!. Assim disse ele: "Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".José Saramago Vive para sempre para quem tem memoria, sentimento, solidariedade e ética!!!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ELITE RIDICULARIZADA

Quando viajamos fora do Brasil, o cidadão passa tremenda vergonha!! Passamos por enorme vexame de fazermos parte de um País que tem uma elite mais cínica, corrupta, imoral e barbára do planeta. Ninguém fica rindo de gente por causa de uma delinquência parlamentar. Riem, debocham e aponto dedo em riste na nossa cara por não entender uma elite semelhante ao ideal do Hitler. Aliás, argumento que no Brasil não existe a elite no sentido lato senso. Temos uma Classe A e B produto do casamento entre Português delinquente, traficante, marginal e ladrão de terras indígenas e do imigrante, aportado no naval da depressão de 30 que aqui encontraram terras facéis e subsidiadas. Não vieram a aristocracia ou fina europeia. Quem aportou por aqui nas décadas de 20 e 30? Veio por acaso uma leva de imigrantes perfumados, letrados e cults. Claro que não! veio a escória, a sobra, so párias e os encostos das sociedades européias em crise. As provas são contudentes e evidentes! Vejam o tipinho fenótipo e ariano que transita nas ruas: perfurmadas nos seus carros importados e imponentes, jogando lixos na rua, colocando-os nas calçadas e matando no trânsito impunimente. O tipinho limpinho europeu furta textos acadêmicos e escolares, furtam águas dos rios e lagos; invadem terrrenos alheios. Escravizam trabalhadoras nas suas terras agrícolas; vivem às custas do Estado. As Classes A e B brasileiras são ignóbeis, truculentas. Odeiam os pobres e se odeiam por serem emergentes e sem vozes no cenário internacional. Se autoflagelam por serem espectro de um sonho de ser elite. São vazios de cerébros, cultura e leitura. Consomem livros de auto-ajuda e devoram as vitrines, transformando-se em outodoor ambulante e cadavérico. Essas escórias que se charfundam-se no perfurme para esconder o corpo natural fético, vomitável e insurportável. Tirem seus perfurmes e seus adornos, exalaram cheiros inaláveis. Classes decrepitas, covardes que se escondem nos editorias, nos tribunais superiores e fuziveis dos capatazes estatais. Suas moralidades advém dos esgotos sub-culturais e dos escombros da sua linhagem decadente, incompetente e fracassada. Cada "nominho" europeuzinhos que trazem nas suas certidões são meros nomes de indigentes de seus países no passado. Não vieram os pedigrees, a nata e corte. Veio esssa sobra europeia que tomou um banho de subsídios, incentivos fiscais e apoio incondicional do Estado brasileiro. Sem o sustento estatal essas classes A e B se reduzem uma bosta ariana encarnada nos seus gurus: Hitler e Jesus Cristo.

terça-feira, 30 de março de 2010

PROCURA-SE UM ENTREVISTADO PELO IBOPE E DATAFOLHA

Confesso que dantes de me tornar um ser classe mediano, andava muito no meio da multidão. Andei muito na vida e nunca vi e presenciei algum ser do ibope ou datafolha entrevistando um transeunte. Costumo andar observando a paisagem e os olhares. Os olhares nos dizem muito sobre o ritmo da vida. A paisagem é apenas um pano de fundo do nosso corriqueiro olhar do cotidiano. As vezes penso que o entrevistador é um ser metafísico e átavico. Aparece, sei lá por onde, com as suas pranchetas para entrevistar seres extraterrestres. Tive a curiosidade de fazer uma pequena amostra com os colegas perguntando-lhes se nalgum dia foram entrevistas pelo Ibope ou Datafolha em época de eleições. Nenhum deles foram entrevistas e tampouco conhece ou conheceram alguma pessoa sortuda. Por outro, suponhamos que encontremos um ser entrevistado e como seria esta entrevista. Primeiro há de observar que estas entrevistas não são feitas altruisticamente ou gratuitamente. Ninguém faria uma pesquisa ou enquete de forma generosa e despretensiosa, a título de colaboração, contribuição histórica ou dever civico. Por mais que escondem os seus rostos, agem com a mão invisível para o imaginário social e visivel para quem busca o seu trabalho. A pesquisa é um produto adquirido e quem o adquirem pede direcionamento na pesquisa. Quem paga uma pesquisa paga-se exigindo critérios próprios. Assim acreditar na pesquisa como algo isento e transparente é acreditar também que a informaçao jornalística é isenta de fala axiológica, ideológica e partidária. Espero avidamente um dia, antes de ir ao paraíso existencial, ser entrevistado por alguma entidade do Ibope ou Datafolha. Enquanto isto, vou sarfando-me do BOPE para não ser morto por engano. Até

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A MAGIA DO CONHECER O RIO DE JANEIRO

Não fosse a desigualdade social e a ostentação de uma minoria, o Rio de Janeiro seria o verdadeiro paraíso existencial. Bem, tenho a convicção intelecutal e vivencial de que a violência espetacularizada pela mídia privada é fruto do consumidor de drogas, do jeitinho brasileiro e sabe com quem está falando que moram nos locais privilegiados e protegidos pela Estado. O Rio de Janeiro é dominado por um grupelho de privilegiado que torna toda a população, refém do seu comportamento bizarro, exótico e primata. O Meu Rio de Janeiro não é, em absoluto, refém do tráfico. Isto é coisa da Globo que tenta esconder os verdadeiros responsáveis. Um pouco de inteligência e exercício mental haverá de perceber que o Rio é dominado por almofadinhas drogados que brincam de manifestantes "caras pintadas", "ética na política"e depois, sobem nas comunidades para comprar as suas refeições narcóticas. Ando, nado e contemplo as areias das belas e poluídas praias da Zona Sul. Vejo 2 Rios de Janeiro. O Rio das comunidades, revestido da boa farofa; outro, dos playboys e patricinhas incivilizados, noiados e mal-educados, portadores de boas escolas e boas grifes que insistem desfilar, nas praias, com os seus clones de quatro patas, jogarem frescobol e se esbaldarem na canabis e cocaína. Gosto do meu Rio de Janeiro, por que é feito de uma arquitetura que não conseguiu distanciar a relação entre ricos e pobres. Todos sabem que nos demais Estados Brasileiros, a classe média e os ricos apropriam-se das áreas nobres e seus governantes tratam de jogar os párias para PQP. Em São Paulo, os pobres ficam entulhados em Capão Redondo, Miguel Paulista... Em Brasília, Setor O, Chaparral e o Entorno. Assim é a configuração de qualquer Estado Brasileiro. O Rio, para tristeza dessa minoria, tem suas comunidades habitadas nos morros que gozam dos mesmos privilégios da elite do asfalto, em termos de praia. Desfrutam das praias, mesmo enfrentando o olhar nazista dessa gente da Orla. Isto me fascina e faz do meu Rio de Janeiro, um Estado único! Essa gente da comunidade forçou o Rio de Janeiro a ser uma cidade do riso, da esponteneidade e do convívio cosmopolítico.. Essa gente que, sobe e desce o morro, é animada e está pronta para o batente e a enfrentar o preconceito, muitas vezes sem perder a ternura e a solidariedade. Ando nos trens do Rio da Zona Norte, dos "subúrbios" e da baixada me esbaldo no sorriso escancarado e sem censura. Pessoas espremidas que não perdem o humor e graça de viver, contam as suas criativas piadas para atenuar o sofrimento e a desumanidade impostos pelos governantes e a elite do Asfalto . Mesmo enfrentando a violência e os tiros indiscriminados dos marginais e policiais, o carioca do subúrbio, da baixada e da Zona Norte não perde o humor e a civilidade. Costuma dar "bom dia" a qualquer um que passa à sua frente. O carioca da periféria é o ser do bom dia e da alegria. O resto do Brasil morre de inveja ao assistir um Estado onde as comunidades dos morros e os seres chics do asfalto estão aprendendo a conviver. Melhor assim, a continuar o preconceito mútuo. No Verão, o meu Rio fica lotado. Gente de toda parte do Brasil e do Mundo querem experimentar momentos que não são comuns na rotina do seu domícilio. Em seus lugares o "bom dia"inexiste. O sorriso é programado e comprado. O diálogo é pontual e restringe-se a guetos institucionais. No Rio, não responder um "bom dia", torna-se uma ofensa ou insulto. Muitos falam indevidamente do Rio de Janeiro. Lá na "terra do nunca", em Brasília, vejo muitos falando erroneamente do Rio. Contudo, quando pinta um feriado correm, desesperadamente para o aeroporto, rumo a cidade maravilhosa. Moro por lá (Brasilia) e sei o quanto é doloroso residir num lugar que ganha-se muito e tem gastar em drogas, psicológos, psiquiatras, shopps para suportar o tédio, a rotina e a mesmice facial. Moro naquele lugar que a diversão é comprar um carro e andar pelas ruas vazias, sem esquinas e praças, em busca de algo diferente. No fim, todos acabam solenemente nos templos do consumo. O suicídio tornou-se uma nova opçao existencial na terra do JK. O Rio é diferente!! Seria bem melhor, se os seus governantes que, alegram-se em massacrar e humilhar os pobres e os humildes, fossem seres dotados de uma alma generosa, sem preconceito e solidária. Mesmo assim, o Rio de Janeiro continua lindo, apesar da violência, da poluição e da elite escrota e Medievalista!!!

A MAGIA DO CONHECER O RIO DE JANEIRO

Não fosse a desigualdade social e a ostentação de uma minoria, o Rio de Janeiro seria o verdadeiro paraíso existencial. Bem, tenho a convicção intelecutal e vivencial de que a violência espetacularizada pela mídia privada é fruto do consumidor de drogas, do jeitinho brasileiro e sabe com quem está falando que moram nos locais privilegiados e protegidos pela Estado. O Rio de Janeiro é dominado por um grupelho de privilegiado que torna toda a população, refém do seu comportamento bizarro, exótico e primata. O Meu Rio de Janeiro não é, em absoluto, refém do tráfico. Isto é coisa da Globo que tenta esconder os verdadeiros responsáveis. Um pouco de inteligência e exercício mental haverá de perceber que o Rio é dominado por almofadinhas drogados que brincam de manifestantes "caras pintadas", "ética na política"e depois, sobem nas comunidades para comprar as suas refeições narcóticas. Ando, nado e contemplo as areias das belas e poluídas praias da Zona Sul. Vejo 2 Rios de Janeiro. O Rio das comunidades, revestido da boa farofa; outro, dos playboys e patricinhas incivilizados, noiados e mal-educados, portadores de boas escolas e boas grifes que insistem desfilar, nas praias, com os seus clones de quatro patas, jogarem frescobol e se esbaldarem na canabis e cocaína. Gosto do meu Rio de Janeiro, por que é feito de uma arquitetura que não conseguiu distanciar a relação entre ricos e pobres. Todos sabem que nos demais Estados Brasileiros, a classe média e os ricos apropriam-se das áreas nobres e seus governantes tratam de jogar os párias para PQP. Em São Paulo, os pobres ficam entulhados em Capão Redondo, Miguel Paulista... Em Brasília, Setor O, Chaparral e o Entorno. Assim é a configuração de qualquer Estado Brasileiro. O Rio, para tristeza dessa minoria, tem suas comunidades habitadas nos morros que gozam dos mesmos privilégios da elite do asfalto, em termos de praia. Desfrutam das praias, mesmo enfrentando o olhar nazista dessa gente da Orla. Isto me fascina e faz do meu Rio de Janeiro, um Estado único! Essa gente da comunidade forçou o Rio de Janeiro a ser uma cidade do riso, da esponteneidade e do convívio cosmopolítico.. Essa gente que, sobe e desce o morro, é animada e está pronta para o batente e a enfrentar o preconceito, muitas vezes sem perder a ternura e a solidariedade. Ando nos trens do Rio da Zona Norte, dos "subúrbios" e da baixada me esbaldo no sorriso escancarado e sem censura. Pessoas espremidas que não perdem o humor e graça de viver, contam as suas criativas piadas para atenuar o sofrimento e a desumanidade impostos pelos governantes e a elite do Asfalto . Mesmo enfrentando a violência e os tiros indiscriminados dos marginais e policiais, o carioca do subúrbio, da baixada e da Zona Norte não perde o humor e a civilidade. Costuma dar "bom dia" a qualquer um que passa à sua frente. O carioca da periféria é o ser do bom dia e da alegria. O resto do Brasil morre de inveja ao assistir um Estado onde as comunidades dos morros e os seres chics do asfalto estão aprendendo a conviver. Melhor assim, a continuar o preconceito mútuo. No Verão, o meu Rio fica lotado. Gente de toda parte do Brasil e do Mundo querem experimentar momentos que não são comuns na rotina do seu domícilio. Em seus lugares o "bom dia"inexiste. O sorriso é programado e comprado. O diálogo é pontual e restringe-se a guetos institucionais. No Rio, não responder um "bom dia", torna-se uma ofensa ou insulto. Muitos falam indevidamente do Rio de Janeiro. Lá na "terra do nunca", em Brasília, vejo muitos falando erroneamente do Rio. Contudo, quando pinta um feriado correm, desesperadamente para o aeroporto, rumo a cidade maravilhosa. Moro por lá (Brasilia) e sei o quanto é doloroso residir num lugar que ganha-se muito e tem gastar em drogas, psicológos, psiquiatras, shopps para suportar o tédio, a rotina e a mesmice facial. Moro naquele lugar que a diversão é comprar um carro e andar pelas ruas vazias, sem esquinas e praças, em busca de algo diferente. No fim, todos acabam solenemente nos templos do consumo. O suicídio tornou-se uma nova opçao existencial na terra do JK. O Rio é diferente!! Seria bem melhor, se os seus governantes que, alegram-se em massacrar e humilhar os pobres e os humildes, fossem seres dotados de uma alma generosa, sem preconceito e solidária. Mesmo assim, o Rio de Janeiro continua lindo, apesar da violência, da poluição e da elite escrota e Medievalista!!!