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sábado, 6 de junho de 2009

EM DEFESA DO BANCO DO BRASIL E DA CEF

Nos anos 90 viviamos a era da euforia em prol do Estado mínimo. A ordem era privatizar, tendo como seu porta-voz o FHC, o intelectual da elite tradicional e escravocrata paulistana, o "letrado" de Sobornne". O Estado sofria enormes ataques pela sua ineficiência e concentralismo econômico. Telebrás, Vale do Rio Doce e tantos outros submetiam a todo tipo de desqualificação conceitual e funcional. Lembro muito bem quando a Telebrás foi privatizada, os "pais de Santo" do Consenso de Washington diziam que teríamos a "saudável concorrência" e que os preços dos serviços telefônicos, talibanicamente baixariam. Naquele tempo, cansava em advertir a população brasileira que no primeiro momento, ficariamos encantadas em adquirir os produtos facilmente, mas com decorrer do tempo estes produtos seriam embutidos nos preços dos serviços telefônicos. É verdade que o estatismo da telebrás privilegiava uma minoria que tinha acesso à linha telefônica. Contudo, é importante dizer que a privatização também não diminuiu o custo operacional para os clientes. Quem tem uma linha telefônica do tempo anterior ao atual privatizado perceberá que, hoje se paga muito caro pelas ligações. Além disto, vivemos um tempo novo de oligopolio telefônico. Cada vez mais ocorre fusão numa clara e sutileza caminhada ao monopolio privado. As empresas menores estão sendo devoradas pelas transnacionais. É questão de tempo, caminhamos para o triunfo de uma única empresa. Viva a privatização onde as empresas estatais foram vendidas por sistema de cotas, ou seja financiadas pelo BNDES!!!!. Comprou-se empresas com dinheiro público. Foi uma venda altamente vantajosa para a economia privada. As estradas estão asfaltadas, os preços altamente caro. Viva a sociedade privatizante, capitalista onde a classe média, sempre mítica e estúpida, acredita em mais do "Papai Noel". Só essa cínica classe média da Avenida Paulista, do lago Sul e da Zona Sul do Rio acreditou que a privatizaram importaria numa pressuposta competição de preços e redução de custo. Graças a esta ignóbil classe média, a massa subalterna, também acredita, na idéia de deus montéista. Ambos estão empatados em termos de crendice, folclore e kitsch: os pobres acreditam num deus e a classe média na privatização e no individualismo.
Estou pensando se valou apena eu ter cursado 3 superiores, a pós e o mestrado e publicações. Achava o canudo era a certeza de eficiência, soberania, autodeterminação e independência nacional. A Turma reprodutora do Consenso de Washington fez-me ter vergonha e desilução com a vida acadêmica. Afinal, para que serve a Universidade, senão para criar bonecos reprodutores do pensamento colonialista. Eu tenho vergonha do ser graduado! Vou voltar a me reconstruir com a sabedoria popular e dos iletrados!!!!!!! Afinal, eles são menos preconceituosos, arrogantes e capachos da dogmática Ocidental. Vou queimar todos os livros escritos pelos racistas e fascistas de "Olhos Azuis" terceiro-mundista!!!!!!!! Não acredita mais nas suas versões históricas, teológicas, éticas e científicas. A brincadeira acabou, pois a luta é realmente de classe social e racial.
Ah! é bom ressaltar que a exemplo da proposta de constitucionalização da Petrobrás, sugiro aos ex-profetas do Estado mínimo, incluir o Banco do Brasil e a CEF. Até porque, nos tempos da atual crise, nenhum banco privado pensou no patriotismo e se predispõe a aumentar a oferta de financiamento. Graças aos bancos estatais, a economia brasileira suportou bem a derrocada do neoliberalismo, sob a batuta desse operário, de quatro dedos, que tanto nos orgulha e, principalmente se identifica com os pobres, negros, homoafetivos e índios.
EU TENHO VERGONHA DE DIZER QUE SOU GRADUADO!!!!!!!! TENHO VERGONHA DE DIZER QUE ESTOU CLASSE MÉDIA!!! Graças a minha formação familiar, orientado por uma mulher "sem diploma" que ainda não enveredei para o mundo das drogas. O mundo camuflados pelos livros dos "olhos azuis" letrados, perfumados e euro-americanizados, certamente é um mundo sem tesão e se vontade viver. Viver para os letrados é ficar em redoma e num mundo hermético e do pseudoconcreto.

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