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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O PARQUE DOS CARRANCUDOS!

Gosto de ir num parque situado nos grandes centros urbanos. Geralmente, todos têm um mesmo padrão: uma pista de cooper, gramado, ducha e um parquinho, sabe lá prá serve!.

Não sei se faço caminhada ou fico a olhar o semblante dos caminhantes. Abandonei a caminhada e passei a olhar o comportamento das pessoas. A começar todos chegam e parecem combinaram até a vestimenta. A caminhada ocorre num tocar fúnebro. Parece uma parada militar em tempos de democracia.

O prazer de andar, descontraído, dá-se lugar a rostos mudos e fechados.

Bom dia? nem pensar!! Eles adoram andar olhando para o nada a que contemplar outras faces. Aqui em Brasília é coisa é mais epidêmica. Todos caminham sob o risco de receber um bom dia. Confundem a civilidade com intimidade. Lembro-me, certa vez, que as pessoas O medo é tão grande que a violência urbana virou motivo para justificar de alguém passar sorrindo e dar um bom dia bem escancarado. O pista de corrida ou de caminhada é transforma-se num andar cadavérico, de pessoas robustas, modeladas e torneadas, mas de línguas escondidas no fundo da garganta. Seria bom que as caminhadas essas pessoas pudessem exercitar a língua, dando um bom ou rosto. Dizem os psicológicos e fisioterapêuticas que sorrir ou dar bom dia faz bem para carcaça humana.

Fico a imaginar esta gente sentado num roda de samba com aquela minha negada gritando e rindo escancaradamente.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

SANTA ETIQUETAS, PERDOAÍ AS NOSSAS INCOMPOSTURAS!!!!

Sou de origem pobre e estatura mediana! Quando você assume algum cargo na vida pública, você é convidado até para festa batismal. Por dois anos, exerci o cargo de Secretário de uma Comissão na Câmara dos Deputados. Choveu de convite. Tornei-me importante e desejado. Certo dia, fui convidado para um almoço pelo adido cultural de uma determinada embaixada estrangeira em Brasília.Para o meu desespero existencial, fui almoçar num daqueles restaurantes ultra-chic. Lá cheguei, com calafrio, sem saber como deveria agir numa mesa, dominada por formalismo e alta dosagem de ritual. Aliás nesses lugares chicS, lembram-me, muito bem, um ritual dos Monges Tibetanos. Cada movimento e virar corporal tem uma linguagem quase indecifrável.Lá estava aquele afrodescendente, com sua nova cara de classe média.Entrei, sem saber se sorria efusivamente ou se escondia o sorriso entre dentes. Sentei à mesa e não sabia o que fazer com os meus cotovelos e as mãos. Suava mais do que corredor de maritona da Avenida Paulista. O medo era grande, só de pensar o que aconteceria se o meu cotovelo escorregasse para baixo.Fiquei a pensar! Será que viria o prato junto com o cotovelo? ou se a tolha, num toque de mágica, saíria, sem cair as coisas? Quase pedi ao garçom um lexotan!!!Fiquei perdido perguntando o que fazer nesse momento que eles acham prazeirosos e apetitosos. Roguei a máxima de minha inteligente, pedindo ajuda ao meu cérebro.De repente!! tan...tan... tan, resolvi aprender, olhando discretamente para outros que esetavam ao meu redor.Empolgado, comecei tudo de novo depois, após ter saído e simulado o atendimento do meu o celular.Terminado a minha simulação no celular, retornei puxando a cadeira, num sonoridade do violino.
Sentei-me e movimentei o prato para a distância recomendada entre você e ele. Até então, colocava o prato quase debaixo de minha boca, achando o máximo a tamanha facilidade que teria. Era só levantar o garfo verticalmente e pronto, direto para a boca.
Com exigência etiquetal, NUNCA MAIS! tive que distanciar o prato, pegar o alimento, levantando-o verticamente e depois, horizontalmente, deixar o garfo movimentando em direção á minha boca faminta, ao som imaginário do Chopin.
Ufá! Depois de minutos de tortura, lá fui eu tentar masticar aquela comida intraduzível do cardápio. Soube, depois, que o mastigar tinha que ser cadenciado.Mastigar mexendo, bruscamente, as mandíbulas, JAMÉÉÉ!!!
Ah! Antes de introduzir a comida entre-dentres, olhei para a mesa, deparando-me com inúmeros garfos enfileirados horizontalmente. Desesperei-me! Não sabia o que fazer com aquele arsenal de talhares.
Parecia a mesa do RAMBO!
Nunca dantes vi tantos garfos de tamanhos diferentes. Descobri que cada um, tem a sua própria função etiquetal.
Já na hora de pegar folhas e legumes quase cometi a heresia de usar o mesmo garfo, tamanho família. Num olhar reprovável dos meus pares, apontaram seus dedos, encolhidos entre ternos. Entendi qual daqueles garfos deveria usar.
Ufa! Agora posso ficar mais relax!! Ledo engano!Lá veio o pedido de bebida. Lascou! Disseram que tem saber como pegar o copo. Desisti era muita informação numa cabeça de menino periférico!
Abri mão de beber.
Foi melhor, afinal beber na refeição só faz criar barriga e ter que gastar em academias de ginástias.
Fiquei 2 horas naquele restaurante chic sem dar uma boa risada escancarada. o Meu corpo travou na cadeira e só sai depois de ir embora.
Confesso-lhe que fiquei todo travado. Acabei de comer aquela minúscula refeição e fui lá tentar chamar o garçom.
Travei e embalsamei-me de novo!
Como chamá-lo? Levantando a mão? Se é a mão, qual delas? a esquerda ou a direita? Disseram que isto é falta de educação e profanador.
Continuei a minha cruzada de como fazer. Viro o corpo? de que lado? Ou balanço a cabeça harmoniosamente, olhando para eles e aguardando algum sinal messiânico.
Como deveria me comunicar com os garçons?
Dizem que não se deve gritar ou chamá-los em alto-voz.
Pensando nesta advertência, acho que seria mais recomendável que a comunicação nos restaurantes, pudesse usar o método LIBRAS - língua dos surdos e mudos.
Razoável para um ambiente sem vozes e risadas.
Conversei muito com o adido cultural, sem lembrar o seu teor.
Claro que acabei esquecendo toda a a nossa conversa que tivemos.
Afinal, aterrorizado e com o medo de cometer algum gafe, fiquei toda a conversa respondendo baixinho: rã.. rã e atento, unicamente, ao comportamento dos convidados.
Nunca vou esquecer deste momento sacrossanto; deste meu primeiro estágio de novo membro venerável da classe média.
Após as despedidas, saí do restaurante e fui direto ao fisioterapeuta para destravar a minha coluna e o meu cerebro. Tava tudo dominado pela etiqueta!!!
De tanto esforço físico, reincorporei o meu corpo original!
Para vingar-me, fui noutro restaurante mediano e bati um prato de feijoada só de raiva.
Ah! como é difícil a vida de noviço classe média!
Jamais imaginei todo este rigor e formalismo alimentar.
Jamais imaginei que o formalismo da mesa é mais importante do que valor dos nutrientes postos no prato.
É isto aí. Nós etiquetamos a vida e depois fazemos terapia para recuperar a espontaneidade humana, outrora perdida no cardágio estrangeirizado e na monástica mesa.
Fui!!! Vou comer, com toda a minha vontade, um pastel e calda de cana numa decadente pastelaria chinesa, para recuperar o meu cérebro que ficou, por algumas horas refém dos etiquetados e "perfumados".

SAUDADE DOS MEUS AMIGOS VOADORES



Ontem, estava eu, 4/12/2010, em Vitória/ES, dirigindo-me ao Aeroporto para tirar o chéquim (continuo brasileiríssimo!), de volta a Brasília.
Maravilha!!!: Fila rápida e eficiente. Demorou no máximo 8 minutos para eu ser atendido.
Que emoção!!! Entreguei a minha identidade e o cupon do bilhete em tempo nunca dantes experimentado.
O atendente iniciou o procedimento. Silenciosamente e introspectivamente ia preenchendo os dados exigidos pelo seu computador. Sem olhar, cumpria o seu dever burocrático. Neste compasso de espera e reverência monástica, anotava tudo. Até então, sem perguntar algo para mim. Aliás, nem sei ele olhou-me. Sempre cabisbaixo dedicava-se a dialogar com o monitor e o teclado.
Quase no final, para completar o preenchimento de dados, finalmente abriu a boca e perguntou-me:
- " O senhor tem telefone de alguma pessoa em terra?"
Caramba!! Pegou-me de surpresa. Tive a sensação que antecipamos um século e, finalmente, seres de outros universos estavam contectados com a terra.
Não acreditando e na minha teimosia cerebral, perguntei-lhe: - em terra?
Ele respondeu, convictamente:
- Sim!!! Em terra!!
Fiquei a pensar se a empresa aérea já estava aceitando referências pessoais de seres extraterrestres e, a imaginar o nobre atendente ligando para eles informando algum tipo de imprevisto durante o meu voo para Brasília
Acho que se um avião estivesse correndo risco de despencar do Nirvana, certamente ligariam para um amigo extrarrestre, informando-lhe que estamos caíndo no mar.
Fico a imaginar os extraterrestres com suas naves tentando salvar o nosso avião em queda. Isto que é amizade canina, fiel e solidária!!
Em frações de segundos, fiquei a imaginar naqueles filmes de heróis holliudianos, onde o herói seria um extraterrestre voando pelos ares do universo para resguardar a nossa segurança espacial.
Cheguei a matutar o meu cerébro, se já estariam por aqui, há muito tempo e não esqueceram de me informar. E eu que achava que era um cara antenado em tudo!!!!
Voltei a questionar a minha massa cinzenta cerebral : Matutando... matutando... voltei, de novo, na minha inquietação:
aquela frase soava no meu ouvido e corria pelas veias cerebral: suavamente: "telefone de amigo em terra"?
Aquilo cozinhava o meu cerebro.
Finalmente, caminhando pelos labirintos identificáveis do aeroporto, rumo a capital do congestionamento, achei uma justicativa provisória diante da exigência do atendente.
Pensei que poderia ser, metaforicamente, aqueles humanos voadores que vivem ao nosso arredor, sem entender nada, Naquele voador-usuãrio que ficam fumando um baseado e alimentando o traficante.
Sabe-se que a turma de usuários da cocaína ou do crack, depois de cheirar o pó branco misturado com talco, fermento e sal, gosta de ter a sensação de está voando, num profundo delírio galático.
Nunca imaginava que esta galera virou referência para a legitimidade da nossa existência pessoal.
No meu mergulho mental , também, lembrei daqueles que tentamos lhe explicar ... explicar e explicar algo e, sem entenderem nada, imploram para que expliquemos tudo de novo.
Pensei em tantos amigos voadores que adoram modelar o corpo e esvaziar o cérebro.
Pensei naqueles voadores truculentos que na carência da argumentação usam a força, bombada nas academias, para fazer valer o seu desejo e a sua vontade incontida e reprimida.
Quase chegando no espaço aéreo candango, ainda resignado em não compreender a tamanha obviedade e a descabida exigência, restou-me, como alento, render as minhas homenagens aos amigos e amigas voadores que até então pensava que eram seres inúteis e sem contribuição.
Depois deste aprendizado cósmico, numa atitude de penitência e tentando fazer a justa reparação volto a Brasília para estreitar os meus laços afetivos a estes amigos, humanos voadores que tanto os maltrei.
Enquanto isto, receioso de ser amordaçado numa clínica de translúcidos, de forma conservadora, preferi indicar o telefone de minha companheira.

A CIDADE DE VITÓRIA/ES FEZ BEM PARA A MINHA ALMA. TAMBÉM PUDERA, SEU NOME É SUGESTIVO E MÍSTICO. LIBERTOU-ME DO PRECONCEITO. SEREI OBRIGADO A RENDER AS MINHAS HOMENAGENS AOS HUMANOS-VOADORES QUE POR MIM ERAM IGNORADOS.
MESMOS DESDENHADOS, POR NÓS ILIBADOS, LETRADOS E ILUMINADOS, DESCOBRI QUE SÃO SERES IMPRESCINDÍVEIS PARA JUSTIFICAR A EXIGÊNCIA DO NOBRE ATENDENTE, DOTADO DE SORRISO IMPECÁVEL E MENTE DISCUTÍVEL......
VIVA O CÉREBRO DOS HUMANOS-VOADORES!!!!!!!!!!!!

SAUDADE DO AUTODIDÁTICA LULA!!!

FOME ZERO, OITO ANOS DEPOIS"...o Programa Fome Zero foi pensado ainda no Instituto Cidadania, antes de eu ser presidente da República. E nós fomos vítimas de muitas críticas. Algumas até por ignorância; outras, um pouco de ignorância e um pouco de má-fé; e outras, crítica política sem nenhum fundamento, aquela de que o Programa era populista, de que o Programa era um programa que não tinha resultado, que eu deveria estar pegando esse dinheiro e aplicando em uma estrada. Aí depois inventaram a tal da porta da saída, ou seja, porque incomodava as pessoas o fato de os pobres terem acesso ao mínimo necessário, que até então não tinham. E eu lembro quantas vezes o Graziano, ele via jornal, ele entrava no meu gabinete, parecia que ele ia ter um infarto de tanta pressão, de tanta crítica... Isso demonstra como estava incrustada na consciência das pessoas que governavam este país há muito tempo a ideia de que "olha, tem uma parte da sociedade para quem nós vamos governar e tem uma parte da sociedade que a natureza toma conta. Não importa que as crianças morram de desnutrição, não importa que as crianças morram no parto, não importa que as pessoas vivam 48 anos, 50 anos, não importa que uma mulher de 30 pareça uma mulher de 70, não importa. Os pobres, a gente os utiliza como dado estatístico.... Não tem quem não goste de utilizar uma estatística, tem tantos milhões de pobres no mundo, tem tantos milhões de abortos, tem tanto milhões das coisas... E as pessoas não se dão conta de que por detrás de cada número tem um ser humano..." (Presidente Lula; 08-12) - Extraído do www.cartamaior.com.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

PRECISO DE UMA PESSOA TERRÁQUEA!!

Ontem. estava em Vitória/ES, dirigindo-me ao seu Aeroporto para tirar o chéquim. Fila rápida e eficiente, chamou-me no máximo em 8 minutos. Que maravilha!!!
Entreguei a minha identidade e o cupon de identificação de compra da passagem.
O atendente iniciou o procedimento preenchendo o indecifrável e irrevelável dados do seu computador.
Detalhava...... Olha para a minha carteira. Neste compasso de espera, anotova tudo na sua eficiência e concentrada dedicação.
Quase no final, para completar o preenchimento de dados, perguntou-me:
- o senhor tem algum telefone de uma pessoa em terra?
caramba!! me pegou de surpresa. Não acreditei, retrucando-lhe:
- em terra?
Ele:
-é.
Fiquei pensando se a empresa estava aceitando outro tipo de referência de dados ou telefones, não sendo terráquia, que possa atender uma emergialidade ou eventualidade enquanto voava em direcão a terra administrativa de JK.
Pensei nos filmes neuróticos holliudianos, mostrando a invasão dos ETs. Cheguei a pensar se já estariam por aqui, há muito tempo, alguns deles, morando entre nós, para justificar este tipo de exigência feita pelo solícito atendente.
Cheguei até pensar que poderia ser, mateforicamente, humanos voadores que vivem a vida sem entender nada, ou ficam numa boa, fumando baseado; ou aqueles que tentamos explicar ... explicar e explicar, sem entenderem nada, pedam para repetirmos tudo de novo. Pensei nos que bebem uma boa cerveja e, depois de bebados, ficam zoando e voando.
Não entendendo a obviedade e a descabida exigência, aqui estou para render as minhas homenagens aos amigos e amigas voadores que até então pensava que eram seres inúteis e sem contribuição.
Numa atitude de prudência e com o receio de cometer qualquer injustiça com amados amigos humanos voadores e medo de magoá-los, indiquei o telefone de minha esposa.
Dirigir-me ao saguão e entrei no avião, com muita saudade dos meus amigos voadores.
AINDA BEM QUE VOCÊS EXISTEM PARA JUSTIFICAR A EXIGÊNCIA DO NOBRE ATENDENTE, DOTADO DE SORRISO IMPECÁVEL E MENTE DISCUTÍVEL......

Prá quer cerebro!

Gosto de ir as boas padarias onde moro em Aguas Claras. Uma vez por outra vou até tomar o café da manhã, recheado de um bom, achocolatado e suco de laranja.
Dirigir ao caixa preferencial e pedir o meu brequefeste. Terminado a anotação num formulário de letras ultra-minusculas, paguei a conta e a solícita e sorridente caixa informo-me para aguardar que uma voz atrás do balcão ia gritar: Está pronto!!!.
Após as instruções e cumprimento do meu dever de consumidor, fui sentar-me numa das mesas. Para minha surpresa, havia três pessoas noutras, aguardando o delicioso brequefeste.
Acionei o meu cérebro para tentar respondar a uma inquietação que pairou sobre a minha mente, querendo entender como seria esta chamada em voz alta. De como seria feito o alerta dizendo '"está pronto"quando deparei com aqueles na minha mesma condição o objeto.
Voltei a caixa e perguntei-lhe provalmente as quatros pessoas terão problemas.
Ela retrucou-me:
- qual para a coisa tão simples?
- pense comigo: quando ela deixar a bandeja no balcão e gritar de imediato: "tá pronto", qual será a reação nos quatro em pedido da maestria?
- Fiquei a pensar: um grito instâneo e um levantamento mecânico e sincronizado.
- Resolvi opinar, dizendo-lhe:
- já que esta é a norma da casa que tal chamar: Está pronto I, Está pronto II, Está pronto III e Está pronto IV. Seria melhor a uma reação dominó do que todos levantarem juntos, harmônicos e repentinos. Além de gerar um falso alvoroço, pensando-se ser uma gang anunciando um assalto.
o sorriso dela foi instâneo e achou maravilhoso. Disse-me:
- posso pensar chamar por nome?
- pensei....pensei.... e concordei.
- Ela passou noutros esperantes e começou pedir o nome para anotá-lo na formulário.
-Na medida que saia os bandejos o balconista gritava os nomes.
Ela sorriu para mim em sinal de positivo e disse-me que em forma de agradecimento:
- o senhor é muito inteligente!!
agradeci e ao mesmo tempo, o cerebro ficou rindo de tudo, não entendo a pura e óbvia sugestão, como algo fruto de uma inteligência suprema.
- Mais incrédulo fiquei com a situação e sugestão bizarra, chegando ontem de Vitória, hoje cedo dirigir-me a padaria e fiz o meu pedido. Sentei à mesa de espera e, para minha surpresa e sensação de ter exercido o meu altruísmo, fui chamado com um alerta em indicativo eletrônico a exemplo de outros comércio, tais como Giraffa, Mc Donald e etc.
Ficaram tão empolgados que instalaram o aparelho de chamada, via eletrônica.
Tempo bom em que se pensava antes do que fazer........Sniff... Vou me refugiar no Parque de Bercy, em Paris.!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O analfabeto acadêmico

Na minha longa trajetória de menino pobre, diziam a minoria de 5 milhões de brasileiros privilegiados que o nosso estado de pobreza, dentro outros, decorre da falta de escolarização e educação. Contudo, o pouco de pessoas pobres que lutaou e superou o estado de pobreza, ao chegar nas universidades, percebeu e descobriu um tipo de ignorância de analfabetismo escondido e sonegado no nosso imaginário social de "seres inferiores".
Se do nosso lado, temos a dificuldade de ter acesso a educação. A turma dos 5 milhões de arianos-brasileiros também tem lá a sua contradição. No meio dos letrados e graduados de "olhos azuis" tem um analfabetismo muito mais grave do que o analfabetismo do povo. Trata-se do analfabestimo burguesal. O analfabetismo burguesal é um analfabetismo político e preconceitual. É aquele que os 5 milhões, apesar de graduados, ao saírem com o diploma do mosteiro acadêmico, tentam domesticar os sem-escolas e sem-graduaçãos. Tentam, inutilmente, catequizar a empregada doméstica, o cortador de cana, o motorista e outros, transmitindo-se o saber apenas pelo olhar do O Globo, a Folha e outros jornais da mídia tradicional. Falam uma verdade, como fosse uma realidade inquestionável, apostando na idéia etnocêntrica do que o povo não tem cérebro. Ledo engano e hoje superado e indisfarçável.
Prá gente do andar infeior é duro saber que o "cara" de "olhos azuis" virou advogado, médico, arquiteto e continua acreditando na narrativa da mídia. Tem-se a sensação de que, quando uma pessoa sai da universidade, já sai domésticado com a tarefa de repassar apenas o discurso da mídia ou dos livros decodificados e canonizados pelo grande ser europeu.
O grande e o incomparável antrológo, Darcy Ribeiro, homem eternamente debochado, dizia-nos que "a tal de gente letrada ou acadêmica brasileira, se assemelhava, com o devido respeito, "ao Pai-de-Santo. Ou seja, a função única de incoporar e traduzir linguisticamente a metafísica e metalinquistica acadêmica europeia.
É trágico e folclórico ter que conviver, por 5 anos, com os intelectuais e professores universitários, que se reduziram apenas a uma homilia recital dos livros, dito "´clássicos", a exemplo das religiões fanáticas.
Depois de 4 cursos superiores e de pós-graduação, descobria que pior do que o analfabetismo que tanto tormenta os pobres, é o analfabetismo dos 5 milhões de arianos-brasileiros que constrói a verdade lendo textos pobres, genéricos e tautológicos dos editorialistas dos principais jornais do Brasileiro.
O mais nauseante é saber que estes 5 milhões de seres civilizados e "Higienopolizados", tentam usar seus "jornalécos" como fonte de inspiração ética, moral, religiosa e liberal para os negros, pobres e comunidades.
Coitado de Hayek e Adam Smith. A servidão e a "mão invisível" conspiraram contra os seus próprios filhos e suas filhas.
O analfabetismo da minoria privilegiada é um analfabetismo pela falta de caráter, boa-fé, honestidade e ética. Duro enfatizar esta gente que traz no útero, no sangue, na religião e no cérebro o preconceito, racismo e nazismo social!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lula Contra a Folha, apoiadora da Ditadura Militar

“Uma vez estava almoçando na Folha de S.Paulo e o diretor me perguntou: como é que você quer governar o Brasil se você não fala inglês? [...] E eu disse para ele: alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português. Era eu, o país subalterno, colonizado, que tinha que falar inglês”. Foi isso o que disse Lula ao chegar para o comíco em Dourados, cidade governada pelo PDT no Mato Grosso do Sul.
Lula afirmou ainda que irá terminar o mandato “sem precisar ter almoçado em nenhum jornal nem nenhuma televisão”. “Também nunca faltei com o respeito com nenhum deles. Já faltaram comigo. Se dependesse de determinados meios de comunicação, eu teria zero na pesquisa, e não 80% de bom e ótimo como temos nesse país”, completou.
O trecho acima, do G1, mostra como cada vez mais Lula está aproveitando o processo eleitoral para evidenciar como há um conflito político-ideológico entre a vontade popular e a grande imprensa.
Lula, ao falar em Campo Grande, se disse vítima de preconceito no passado, criticando a “ignorância dos que me achavam ‘anarfa’ [analfabeto]“. “Tuso o que aprendi sobre caráter aprendi com minha mãe analfabeta”.
Os homens “finos” locais, os do “primado espiritual”, estão apoiando um troglodita como André Puccinelli ao governo do Mato Grosso do Sul, que disse que ia “estuprar em praça pública” o “veado maconheiro” do Ministro Carlos Minc.
Eu torço com todo o coração pela vitória de Zeca do PT em Mato Grosso do Sul. com Dagoberto Nogueira, do PDT, como senador.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Militares nunca mais!!!

Hoje bateu uma saudade do meu tempo de adolescente e jovem morador do bairro Cruzeiro Velho/Brasilia/DF. Bateu aquela saudade, lembrando do nosso enfrentamento aos soldadinhos do Exercito que faziam suas rondas no bairro, humilhando e ameaçando o morador que ousasse usar barba, estilo Marx. Todo barbudo corria o risco de levar um cassetete nas costas ou no rosto. Qualquer barbudo gerava raiva nos milicos e seus comparsas civis da Avenida Paulista ou Zona Sul do Rio. Na ditadura militar não havia liberdade. Cantava-se um patriotismo forçado nas escolas públicas. Quem ousassem fazer diferente, era torturado ou preso sem qualquer direito a defesa. Não havia contraditório ou direito a um advogado. Valia a lei dos porões, do choque elétrico e do estupro institucional. Os homens sofriam choque elétrico no pênis e as mulheres introduziam diversas ferramentas em sua vagina. Assim era os anos dourados do porrete dos militares apoiados pela classe média, parte das igrejas evangélicas e principalmente a Rede Globo. Esta foi uma das principais financiadoras do golpe contra João Goulart. Ou amava-se o Brasil na marra, ou tomava porrada dos soldadinhos ou policiais disfarçados entre os moradores, estudantes, maconheiros e pastores... A ditadura militar ficava na sombra das pessoas. O cara ficava na sua mesa de cerveja ou de discussão sobre futebol, mulher. O cara ficava só filmando sorrateiramente as pessoas. Quem falava alguma coisa contra o governo, pronto!! tava fudido e mal pago. Aliás se falasse que o arroz estava caro e que o governo deverá fazer alguma coisa!!! Ferrou. Filmava você discretamente. Lembro-me quando fui Secretário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a época apareceu o cabo Firmino(ex-agente e dedo duro da ditadura). Parou na entrada da Comissão e falou-me: "já te filmei no início dos anos 80." Fiquei surpreso e perguntei-lhe donde tinha me visto. Falou-me, se por acaso andava eu nas mediaçöes do Conic (Shoppincenter marginal de Brasilia). Disse-lhe que sim! Que fazia teatro na Faculdade Dulcina de Moraes. Ele descreveu toda a minha atividade de membro do diretório acadêmico. Preciso ir até a ABIN, para fazer o levantamento da minha ficha política e ideológica. Era sim que funcionava e respirava-se na ditadura. Ninguém sabia quem era amigo ou inimigo. Corria-se o risco 24 horas sem fim. Todo cuidado era pouco. Os caras não tinham dó. Metiam a baioneta altamente afiadas na sua goela ou no seu peito. Não fui ativista nato. Fui apenas um questionador. Na escola, éramos censurados. Não podia sequer questionar a aula de histórica. Muitas vezes meus pais eram chamados lá e advertidos pelo diretor(delator) dizendo-lhes que o Ruy era muito questionador e crítico. Questionador e crítico eram personagens potencialmente perigosos, rotulados de comunistas, ateus e anarquistas. Os milicos diziam que o comunismo comiam as criancinhas. Hoje no capitalismo reina-se os pedófilos que fazem parte desta engrenagem de exploração. Diziam que as terras e as propriedades seriam confiscados. No capitalismo os pobres já nascem confiscados da sua dignidade e ou seu direito a moradia. Enfim, os milicos se afirmavam apenas no espírito bélico já que seus cérebros eram apenas maquinas reprodutoras da CIA e da ideologia norteamericana. Viva a democracia! Prefiro a democracia, com toda a sua putaria e seus defeitos. Xô repugnante ordem única e imposta dos milicos e civis brasileiros lacaios do fetichismo de Miami e da CIA. Fujo da parada militar de 7 de setembro. Prefiro a Parada Gay.Mais criativa do que a fética ou morbida parada os milicos. Escapei do massacre de 31 de março e estou nos braços da democracia sem medo de ser feliz e livre!! Fui!!! Aos que morreram covardimente nos porões, lutarei para que a verdade seja desnudada dos arquivos escondidos nas casas dos generais, brigadeiros e almirantes fascistas dos anos de chumbo grosso.

Nos porões da tortura - 1

Programa de Propaganda de Dilma Rousseff - 17/8/2010 (à noite)

Programa de Propaganda de Dilma Rousseff - 17/8/2010 (à noite)

sábado, 14 de agosto de 2010

TUDO PRONTO: 1o. ENCONTRO NACIONAL DOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

Todos blogueiros, twitteiros, vlogueiros, leitores amigos da blogosfera progressista e ‘tribos afins’ que irão ao Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas favor ler o release da Conceição Lemes até o fim.

*Tradução: Agradecida.
por Conceição Lemes, no Viomundo

13 de agosto de 2010 às 20:37

“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa.” Ayres Britto, ministro STF.

Com esse lema, acontece na próxima semana o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Será em São Paulo, no Sindicato dos Engenheiros, Rua Genebra, 25, São Paulo, Capital.
Show do grupo de Luis Nassif, sexta à noite, às 20h, abre o evento. No repertório, choro, samba e MPB. O show será na Regional Paulista do Sindicato dos Bancários: Rua Carlos Sampaio, 305, São Paulo, Capital.
No sábado, as atividades da parte da manhã vão das 9h às 12h. Programação prevista:
9h, mesa de abertura: Rodrigo Vianna (SP, Escrevinhador) e Leandro Fortes (BSB, Brasília eu vi) falam sobre os objetivos e a dinâmica do encontro.
9h30 às 12h, debate: O papel da internet e os desafios da internet, com Paulo Henrique Amorim (SP, Conversa Afiada), Luis Nassif (SP, Luis Nassif Online ) e Débora da Silva (Santos, Movimento Mães de Maio). Moderadores: Rodrigo Vianna e Leandro Fortes.
No sábado à tarde, a partir das 14h, temas que envolvem o dia a dia dos blogueiros:
14h, painel: Ameaças à internet, neutralidade na rede e questões jurídicas, com Túlio Vianna, professor da Faculdade de Direito da UFMG (MG, Túlio Viana), Paulo Rená (BSB, Hiperfície) e Marcel Leonardi, especialista em direito digital e professor da Escola de Direito da FGV-SP. Moderador: Diego Casaes (SP, Global Voices Online).
15h, painel: Como financiar a blogosfera, com Geórgia Pinheiro (Conversa Afiada) e Leandro Guedes (SP, Juiz de Fora, Café Azul Agência Digital). Moderador: Renato Rovai (SP, Revista Fórum).
16h, oficina: Narrativas na internet (blogs, twitter,tvweb, tecnologias de uso da web), com Luiz Carlos Azenha (SP, Viomundo), Conceição Oliveira (SP, Maria_Frô), Emerson Luis (Brasília, DF, Nas Retinas), Guto Carvalho (Brasília, DF, Guto Carvalho). Moderador Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania)
No domingo, as atividades também começam às 9h. O objetivo é a troca de experiências. Os participantes serão divididos em seis grupos. Cada um terá dois moderadores, que relatarão seus trabalhos, abrindo espaço para que outros blogueiros façam o mesmo, debatam e proponham sugestões.
Grupo 1: Altino Machado (AC, Altino Machado e Blog da Amazonia, da Terra Magazine) e Claudia Cardoso (Dialógico)
Grupo 2: Antonio Mello (RJ, Blog do Mello) e Lola Aronovich (CE, EscrevaLolaEscreva).
Grupo 3: Lucio Flávio Pinto (AM, Jornal Pessoal) e Carlos Latuff (RJ, Latuff DevianArt).
Grupo 4: Leonardo Sakamoto (SP, blog do Sakamoto) e e Daniel Pearl Bezerra (CE, Dilma 13 e Desabafo Brasil).
Grupo 5: Emílio Gusmão (BA, Blog do Gusmão) e Cloaca (RS, Cloaca News)
Grupo 6: Helio Paz (RS, Helio Paz) e Rogério Tomaz Jr (BSB, Conexão Brasília-Maranhão).
Desde já, convidamos você a visitar esses blogs, para conhecer um pouco mais os nossos palestrantes. Tem de tudo: economia, política, direitos humanos, meio ambiente, mulher, questões jurídicas, movimentos sociais, internet. No início da próxima semana, postaremos um texto com mais informações sobre eles.
Aliás, neste final de semana, postaremos a proposta inicial da Carta dos Blogueiros. Leiam, comentem e enviem sugestões para contato@baraodeitarare.org.br
HOSPEDAGEM E ALMOÇO GARANTIDOS; ESTUDANTES PAGARÃO 20 REAIS
Como dissemos desde o início, a comissão organizadora faria de tudo para garantir a participação de blogueiros de fora da capital paulista.
Pois – felizmente!!! – com as cotas de patrocínio vendidas esta semana, temos ótimas notícias.
Primeira: vamos bancar a hospedagem dos blogueiros do interior de São Paulo e dos demais estados. Será no hotel Braston, da rua Augusta. São quartos com duas camas. O café da manhã está incluído no pacote.
Segunda: a comida está garantida. No sábado, será um almoço num restaurante próximo ao Sindicato dos Engenheiros. No domingo, haverá um superlanche, que incluirá frutas, sucos, lanches naturais. Ele será antes da plenária, quando serão lidos os relatórios dos grupos da manhã. Em seguida, será votada e aprovada a Carta dos Blogueiros.
Terceira ótima notícia: todo estudante pagará 20 reais. Atendendo à reivindicação de vários blogueiros, o desconto não será exclusivo aos alunos de comunicação. Quem pagou além, terá o dinheiro devolvido.
Importante: as inscrições devem ser pagas IMPRETERIVELMENTE até segunda-feira, 16 de agosto, na conta abaixo:
Banco do BrasilAg. 4300-1C/C. 50141-7Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de ItararéCNPJ. 12.250.292/0001-08 (é necessário, caso a transferência seja eletrônica)
Por favor, envie o comprovante por e-mail para contato@baraodeitarare.org.br ou via fax para (011) 3054-1848. Escreva no documento o seu nome, cidade e estado. É para consolidar a inscrição. Indique se precisará de hospedagem.
24 AMIGOS DA BLOGOSFERA
Tudo isso só se tornou possível graças ao apoio financeiro dos Amigos da Blogosfera. São estes:
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)
CUT (Central Única dos Trabalhadores) nacional
CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil)
Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo
Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo)
Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)
Federação dos Químicos de São Paulo
Força Sindical
Fundação Maurício Grabois
Fundação Perseu Abramo
Agência T1
Café Azul
Carta Capital
Carta Maior
Conversa Afiada
Opera Mundi
Rede Brasil Atual
Revista Fórum
Seja Dita a Verdade
TVSL
Viomundo
No domingo, no final da plenária, faremos a prestação de contas. Ela será também postada na internet para que todos podem acessá-la.
* Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Rodrigo Vianna, Renato Rovai e Diego Casaes.

* O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo fica na rua Genebra, 25. É onde ocorrerão os trabalhos dos dias 21 e 22 de agosto. O show do Luis Nassif será na Regional Paulista do Sindicato dos Bancários: rua Carlos Sampaio, 305.
















sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Esse fantástico admirável mundo internáutico!!!!

Os jornais encalham nos postos de gasolinas, nas bancas de revistas, nas padarias! O jornal das televisões ficam falando sozinho e virou coisa do passado e dos nostáligicos. A internet chegou para sermos livres das idéias, do pensamento, das opiniões e dos conceitos inventados pela moral, mídia, ideologia e família e religião. A verdade única evaporou e perdeu sentido e significado. Jornalistas falam apenas entre si. O povo se libertou e desprendeu da estúpidez e burrice televisiva. Fantástico mudou virtual, informativo e infinita. A notícia chega primeira com diversas opiniões. Náo dependemos mais dos Roberto Marinho, Octavio Frias e outros que dominavam as mentes dos brasileiros por falta de opção. O computador chega ás casas do povo brasileiro. Na casa dos classe C,D e E já não ficam mais refem dos olhos azuis e engomados televisivos. Todos têm espaço para falar, informar, noticiar e dialogar. A realidade se dilui nas imensas opiniões. Chegam rápidas. Basta ligarmos o computador e acessar a internet, qualquer um chega primeiro do que a fala daqueles jornalistas do horário das 20hs. Acabou o monopóplio da mídia. Acabou a fala unilateral. Acabou ler os jornais com os seus inúmeros erros gramaticais e lógica textual. Acabou-se a leitura preconceituosa, racista e estreita do Correio Braziliense, o Globo, Folha e tantos outros jornais de quinta categoria editoral. Os blogs estão ai instalados na internet para informar de forma democrático e multificetário. Sou blogueiro. Acordo de manhã para ler todos os tipos de notícias jamais impressa ou faladas nos jornais e TVs. A internet liberta, alerta e amplia os nossos horizontes até então vedados pela mídia tradicional. A liberdade da internet sobrepõe a liberdade da imprensa empresarial e fascistas. Viva a internet como caminho de consolidação da tolerância e do olhar multifacetário do povo brasileiro. A autonomia e a liberdade perpassam pelo aprendizado e aproriação da linguagem internáutica.
Esse fantástico mundo admirável, ficou mais admirável, fascinante e existencial, graças a participação dessa imensa massa de internáuticos que não tem medidos esforços para a consolidação da internet como o maior intrumento do exercício democrático contemporâneo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ILEGITIMIDADE DA OAB

É cediço que o curso de direito nasceu para atender as elites do império e do holocausto afro-nativo-brasileiro. Foi um curso, similar ao sistema de cota, exclusivo para os senhores e filhos de donos de escravos. No transcurso do Império os "doutos" juristas foram defensores do modelo de Estado escravagista. O Código Criminal de 1830, está recheiado de penas que punem somente os escravos insurgentes contra o senhores de escravos. Ao contrário, a impunidade era e continua sendo absoluta para estes senhores e seus atuais herdeiros!. Demonstra que o sistema jurídico brasileiro nasceu convalidando a escravidão e modernamente, a miséria social. Isto posto, podemos afirmar que o ordenamento jurídico não é neutro e tampouco positivado. É posto de forma intencional, proposital e com endereçamento, de acordo com o sexo, a raça e a orientação sexual. O direito foi criado para proteger a própria elite. Basta lembrar: "o dia do calote". Lógico! os caloteiros eram e continuam sendo meninos e meninos delinquentes chic de classe média e alta que aprontam sob a chancela da polícia que fica impávida e dócil e, de um gerente, gente da laia de deles.
Dito isto, vamos ao que interessa! De vez enquanto surge a OAB se apresentando como portadora das vozes oprimidas e da ética. Antes de mais nada, nós negros, índios e pobres não a reconhecemos como a portadora das nossas lutas. Nunca e jamais aceitaremos a sua tutela. A OAB e os Judiciário não têm reserva moral e histórica para falar em nome de nossos povos. Precisávamos deles nos tempos da escravidão e do roubo das terras indígenas. Lá, emudeceram-se e andavam de mãos dadas com os canalhas Dom Pedro, Princesa Isabel, liberais e republicanos e tantos outros miliantes da corja portuguesa. A OAB não nos representa. Não aceitamos os seus editorais moralistas supostamente em favor dos favelados, dos negros e dos pobres. Somos negros e índios pensantes e sabemos como funciona essa engranagem do Estado plutocrático, racista e fascista brasileira. Nós, dos morros, das favelas, periferias e palafitas não acreditamos na lei que esta elite barbara criou, como possibilidade de emancipação e da dignidade humana. Acreditar na OAB e no sistema judiciário seria, para nós, o mesmo que acreditar no Papel Noel, branco de olhos azuis. Assim, no lugar de falar em nome da marginália seria interessante a OAB fazer um processo de auto depuração e ajudar a higienizar o Judiciário das corrupções, vendas de sentença, de tráfico de influência nos critérios de escolhas dos magistrados às instâncias. Além disto, seria de grande valia que a OAB denunciasse que os magistrados delinquentes quando são condenados, levam como troféu de consolação uma aposentadoria compulsória. Que moral tem a OAB o Judiciário em falar dos outros Poderes? Não me lembro de quando um Presidente da República, Deputado ou Senador, foram cassados, levam o salário como forma de compensação. Esse é a OAB defensora da Ficha Limpa e ética e, o Judiciário, defensor da legalidade que se ilegitimamente tenta ocupar o lugar do Parlamento e do cidadão, para decidir o nosso futuro e as nossas escolhas. Faria muito para a sociedade brasileira e si própria, se a OAB investigasse os escândalos dos concursos públicos no Tribunal do Rio de Janeiro, onde ïluminados e intocáveis juristas são suspeitos de fraudalerem alguns concursos para juizes e tabeliões. Peço desculpas aos meus amigos e amigas por não está a escrever diariamente, em razão do meu processo de emburrecimento através do curso de Direito. Fui catequizar-me nos Códigos!!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Muito sem sonho! Mundo sem poesia

Saramago se foi. O mundo caminha em processo de empobrecimento intectual e cultural. A morte destes homens e destas mulheres nos desafia em continuar esta longa e prazeirosa caminhada daqueles que resistem em achar que este mundo que taí posto, imposto e impostor. Mundo esvaziado de sonhos, utopia e coroado de mediocridade, mesmice e de negação do próximo, numa verdadeira afronta aos princípios da tradição cristíca: "do amai o próximo". O próximo não é mais o de carne e osso. O próximo é o próximo carro, a roupa, a jóia, a casa cercada, blindados pelo o egóismo e pela indiferença. O próximo não é um cidadão e sim, o consumidor! Deixamos de ter alma humana para ter alma consumista! Deixamos de viver simplesmente o simples. Deixamos as ruas, as praças para moldurarmos em templos consumistas e ali ficarmos numa tal de "praça da alimentação", quiçá da lamentação. Vida humanizada se foi. Deu lugar a vida etiquetada. Deixamos a espontaneidade e a criatividade. Somos matrix das coisas e de objetos que ganham vida e espírito. Saramago foi um eterno insurgente desta vida estranhamente desumanizada. Solidário na sua luta e na sua teimosia por um outro mundo humanamente humano. Homem cidadão do mundo, dos oprimidos, dos fracos, dos discriminados. Homem que deixou a dogmática e o ritual da academia para ser militante da vida, dos sonhos. Homem que saiu dos mosteiros academicos para defender o possível e impossível. Polêmico! Autêntico!. Assim disse ele: "Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".José Saramago Vive para sempre para quem tem memoria, sentimento, solidariedade e ética!!!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ELITE RIDICULARIZADA

Quando viajamos fora do Brasil, o cidadão passa tremenda vergonha!! Passamos por enorme vexame de fazermos parte de um País que tem uma elite mais cínica, corrupta, imoral e barbára do planeta. Ninguém fica rindo de gente por causa de uma delinquência parlamentar. Riem, debocham e aponto dedo em riste na nossa cara por não entender uma elite semelhante ao ideal do Hitler. Aliás, argumento que no Brasil não existe a elite no sentido lato senso. Temos uma Classe A e B produto do casamento entre Português delinquente, traficante, marginal e ladrão de terras indígenas e do imigrante, aportado no naval da depressão de 30 que aqui encontraram terras facéis e subsidiadas. Não vieram a aristocracia ou fina europeia. Quem aportou por aqui nas décadas de 20 e 30? Veio por acaso uma leva de imigrantes perfumados, letrados e cults. Claro que não! veio a escória, a sobra, so párias e os encostos das sociedades européias em crise. As provas são contudentes e evidentes! Vejam o tipinho fenótipo e ariano que transita nas ruas: perfurmadas nos seus carros importados e imponentes, jogando lixos na rua, colocando-os nas calçadas e matando no trânsito impunimente. O tipinho limpinho europeu furta textos acadêmicos e escolares, furtam águas dos rios e lagos; invadem terrrenos alheios. Escravizam trabalhadoras nas suas terras agrícolas; vivem às custas do Estado. As Classes A e B brasileiras são ignóbeis, truculentas. Odeiam os pobres e se odeiam por serem emergentes e sem vozes no cenário internacional. Se autoflagelam por serem espectro de um sonho de ser elite. São vazios de cerébros, cultura e leitura. Consomem livros de auto-ajuda e devoram as vitrines, transformando-se em outodoor ambulante e cadavérico. Essas escórias que se charfundam-se no perfurme para esconder o corpo natural fético, vomitável e insurportável. Tirem seus perfurmes e seus adornos, exalaram cheiros inaláveis. Classes decrepitas, covardes que se escondem nos editorias, nos tribunais superiores e fuziveis dos capatazes estatais. Suas moralidades advém dos esgotos sub-culturais e dos escombros da sua linhagem decadente, incompetente e fracassada. Cada "nominho" europeuzinhos que trazem nas suas certidões são meros nomes de indigentes de seus países no passado. Não vieram os pedigrees, a nata e corte. Veio esssa sobra europeia que tomou um banho de subsídios, incentivos fiscais e apoio incondicional do Estado brasileiro. Sem o sustento estatal essas classes A e B se reduzem uma bosta ariana encarnada nos seus gurus: Hitler e Jesus Cristo.

terça-feira, 30 de março de 2010

PROCURA-SE UM ENTREVISTADO PELO IBOPE E DATAFOLHA

Confesso que dantes de me tornar um ser classe mediano, andava muito no meio da multidão. Andei muito na vida e nunca vi e presenciei algum ser do ibope ou datafolha entrevistando um transeunte. Costumo andar observando a paisagem e os olhares. Os olhares nos dizem muito sobre o ritmo da vida. A paisagem é apenas um pano de fundo do nosso corriqueiro olhar do cotidiano. As vezes penso que o entrevistador é um ser metafísico e átavico. Aparece, sei lá por onde, com as suas pranchetas para entrevistar seres extraterrestres. Tive a curiosidade de fazer uma pequena amostra com os colegas perguntando-lhes se nalgum dia foram entrevistas pelo Ibope ou Datafolha em época de eleições. Nenhum deles foram entrevistas e tampouco conhece ou conheceram alguma pessoa sortuda. Por outro, suponhamos que encontremos um ser entrevistado e como seria esta entrevista. Primeiro há de observar que estas entrevistas não são feitas altruisticamente ou gratuitamente. Ninguém faria uma pesquisa ou enquete de forma generosa e despretensiosa, a título de colaboração, contribuição histórica ou dever civico. Por mais que escondem os seus rostos, agem com a mão invisível para o imaginário social e visivel para quem busca o seu trabalho. A pesquisa é um produto adquirido e quem o adquirem pede direcionamento na pesquisa. Quem paga uma pesquisa paga-se exigindo critérios próprios. Assim acreditar na pesquisa como algo isento e transparente é acreditar também que a informaçao jornalística é isenta de fala axiológica, ideológica e partidária. Espero avidamente um dia, antes de ir ao paraíso existencial, ser entrevistado por alguma entidade do Ibope ou Datafolha. Enquanto isto, vou sarfando-me do BOPE para não ser morto por engano. Até

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A MAGIA DO CONHECER O RIO DE JANEIRO

Não fosse a desigualdade social e a ostentação de uma minoria, o Rio de Janeiro seria o verdadeiro paraíso existencial. Bem, tenho a convicção intelecutal e vivencial de que a violência espetacularizada pela mídia privada é fruto do consumidor de drogas, do jeitinho brasileiro e sabe com quem está falando que moram nos locais privilegiados e protegidos pela Estado. O Rio de Janeiro é dominado por um grupelho de privilegiado que torna toda a população, refém do seu comportamento bizarro, exótico e primata. O Meu Rio de Janeiro não é, em absoluto, refém do tráfico. Isto é coisa da Globo que tenta esconder os verdadeiros responsáveis. Um pouco de inteligência e exercício mental haverá de perceber que o Rio é dominado por almofadinhas drogados que brincam de manifestantes "caras pintadas", "ética na política"e depois, sobem nas comunidades para comprar as suas refeições narcóticas. Ando, nado e contemplo as areias das belas e poluídas praias da Zona Sul. Vejo 2 Rios de Janeiro. O Rio das comunidades, revestido da boa farofa; outro, dos playboys e patricinhas incivilizados, noiados e mal-educados, portadores de boas escolas e boas grifes que insistem desfilar, nas praias, com os seus clones de quatro patas, jogarem frescobol e se esbaldarem na canabis e cocaína. Gosto do meu Rio de Janeiro, por que é feito de uma arquitetura que não conseguiu distanciar a relação entre ricos e pobres. Todos sabem que nos demais Estados Brasileiros, a classe média e os ricos apropriam-se das áreas nobres e seus governantes tratam de jogar os párias para PQP. Em São Paulo, os pobres ficam entulhados em Capão Redondo, Miguel Paulista... Em Brasília, Setor O, Chaparral e o Entorno. Assim é a configuração de qualquer Estado Brasileiro. O Rio, para tristeza dessa minoria, tem suas comunidades habitadas nos morros que gozam dos mesmos privilégios da elite do asfalto, em termos de praia. Desfrutam das praias, mesmo enfrentando o olhar nazista dessa gente da Orla. Isto me fascina e faz do meu Rio de Janeiro, um Estado único! Essa gente da comunidade forçou o Rio de Janeiro a ser uma cidade do riso, da esponteneidade e do convívio cosmopolítico.. Essa gente que, sobe e desce o morro, é animada e está pronta para o batente e a enfrentar o preconceito, muitas vezes sem perder a ternura e a solidariedade. Ando nos trens do Rio da Zona Norte, dos "subúrbios" e da baixada me esbaldo no sorriso escancarado e sem censura. Pessoas espremidas que não perdem o humor e graça de viver, contam as suas criativas piadas para atenuar o sofrimento e a desumanidade impostos pelos governantes e a elite do Asfalto . Mesmo enfrentando a violência e os tiros indiscriminados dos marginais e policiais, o carioca do subúrbio, da baixada e da Zona Norte não perde o humor e a civilidade. Costuma dar "bom dia" a qualquer um que passa à sua frente. O carioca da periféria é o ser do bom dia e da alegria. O resto do Brasil morre de inveja ao assistir um Estado onde as comunidades dos morros e os seres chics do asfalto estão aprendendo a conviver. Melhor assim, a continuar o preconceito mútuo. No Verão, o meu Rio fica lotado. Gente de toda parte do Brasil e do Mundo querem experimentar momentos que não são comuns na rotina do seu domícilio. Em seus lugares o "bom dia"inexiste. O sorriso é programado e comprado. O diálogo é pontual e restringe-se a guetos institucionais. No Rio, não responder um "bom dia", torna-se uma ofensa ou insulto. Muitos falam indevidamente do Rio de Janeiro. Lá na "terra do nunca", em Brasília, vejo muitos falando erroneamente do Rio. Contudo, quando pinta um feriado correm, desesperadamente para o aeroporto, rumo a cidade maravilhosa. Moro por lá (Brasilia) e sei o quanto é doloroso residir num lugar que ganha-se muito e tem gastar em drogas, psicológos, psiquiatras, shopps para suportar o tédio, a rotina e a mesmice facial. Moro naquele lugar que a diversão é comprar um carro e andar pelas ruas vazias, sem esquinas e praças, em busca de algo diferente. No fim, todos acabam solenemente nos templos do consumo. O suicídio tornou-se uma nova opçao existencial na terra do JK. O Rio é diferente!! Seria bem melhor, se os seus governantes que, alegram-se em massacrar e humilhar os pobres e os humildes, fossem seres dotados de uma alma generosa, sem preconceito e solidária. Mesmo assim, o Rio de Janeiro continua lindo, apesar da violência, da poluição e da elite escrota e Medievalista!!!

A MAGIA DO CONHECER O RIO DE JANEIRO

Não fosse a desigualdade social e a ostentação de uma minoria, o Rio de Janeiro seria o verdadeiro paraíso existencial. Bem, tenho a convicção intelecutal e vivencial de que a violência espetacularizada pela mídia privada é fruto do consumidor de drogas, do jeitinho brasileiro e sabe com quem está falando que moram nos locais privilegiados e protegidos pela Estado. O Rio de Janeiro é dominado por um grupelho de privilegiado que torna toda a população, refém do seu comportamento bizarro, exótico e primata. O Meu Rio de Janeiro não é, em absoluto, refém do tráfico. Isto é coisa da Globo que tenta esconder os verdadeiros responsáveis. Um pouco de inteligência e exercício mental haverá de perceber que o Rio é dominado por almofadinhas drogados que brincam de manifestantes "caras pintadas", "ética na política"e depois, sobem nas comunidades para comprar as suas refeições narcóticas. Ando, nado e contemplo as areias das belas e poluídas praias da Zona Sul. Vejo 2 Rios de Janeiro. O Rio das comunidades, revestido da boa farofa; outro, dos playboys e patricinhas incivilizados, noiados e mal-educados, portadores de boas escolas e boas grifes que insistem desfilar, nas praias, com os seus clones de quatro patas, jogarem frescobol e se esbaldarem na canabis e cocaína. Gosto do meu Rio de Janeiro, por que é feito de uma arquitetura que não conseguiu distanciar a relação entre ricos e pobres. Todos sabem que nos demais Estados Brasileiros, a classe média e os ricos apropriam-se das áreas nobres e seus governantes tratam de jogar os párias para PQP. Em São Paulo, os pobres ficam entulhados em Capão Redondo, Miguel Paulista... Em Brasília, Setor O, Chaparral e o Entorno. Assim é a configuração de qualquer Estado Brasileiro. O Rio, para tristeza dessa minoria, tem suas comunidades habitadas nos morros que gozam dos mesmos privilégios da elite do asfalto, em termos de praia. Desfrutam das praias, mesmo enfrentando o olhar nazista dessa gente da Orla. Isto me fascina e faz do meu Rio de Janeiro, um Estado único! Essa gente da comunidade forçou o Rio de Janeiro a ser uma cidade do riso, da esponteneidade e do convívio cosmopolítico.. Essa gente que, sobe e desce o morro, é animada e está pronta para o batente e a enfrentar o preconceito, muitas vezes sem perder a ternura e a solidariedade. Ando nos trens do Rio da Zona Norte, dos "subúrbios" e da baixada me esbaldo no sorriso escancarado e sem censura. Pessoas espremidas que não perdem o humor e graça de viver, contam as suas criativas piadas para atenuar o sofrimento e a desumanidade impostos pelos governantes e a elite do Asfalto . Mesmo enfrentando a violência e os tiros indiscriminados dos marginais e policiais, o carioca do subúrbio, da baixada e da Zona Norte não perde o humor e a civilidade. Costuma dar "bom dia" a qualquer um que passa à sua frente. O carioca da periféria é o ser do bom dia e da alegria. O resto do Brasil morre de inveja ao assistir um Estado onde as comunidades dos morros e os seres chics do asfalto estão aprendendo a conviver. Melhor assim, a continuar o preconceito mútuo. No Verão, o meu Rio fica lotado. Gente de toda parte do Brasil e do Mundo querem experimentar momentos que não são comuns na rotina do seu domícilio. Em seus lugares o "bom dia"inexiste. O sorriso é programado e comprado. O diálogo é pontual e restringe-se a guetos institucionais. No Rio, não responder um "bom dia", torna-se uma ofensa ou insulto. Muitos falam indevidamente do Rio de Janeiro. Lá na "terra do nunca", em Brasília, vejo muitos falando erroneamente do Rio. Contudo, quando pinta um feriado correm, desesperadamente para o aeroporto, rumo a cidade maravilhosa. Moro por lá (Brasilia) e sei o quanto é doloroso residir num lugar que ganha-se muito e tem gastar em drogas, psicológos, psiquiatras, shopps para suportar o tédio, a rotina e a mesmice facial. Moro naquele lugar que a diversão é comprar um carro e andar pelas ruas vazias, sem esquinas e praças, em busca de algo diferente. No fim, todos acabam solenemente nos templos do consumo. O suicídio tornou-se uma nova opçao existencial na terra do JK. O Rio é diferente!! Seria bem melhor, se os seus governantes que, alegram-se em massacrar e humilhar os pobres e os humildes, fossem seres dotados de uma alma generosa, sem preconceito e solidária. Mesmo assim, o Rio de Janeiro continua lindo, apesar da violência, da poluição e da elite escrota e Medievalista!!!