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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Muito sem sonho! Mundo sem poesia

Saramago se foi. O mundo caminha em processo de empobrecimento intectual e cultural. A morte destes homens e destas mulheres nos desafia em continuar esta longa e prazeirosa caminhada daqueles que resistem em achar que este mundo que taí posto, imposto e impostor. Mundo esvaziado de sonhos, utopia e coroado de mediocridade, mesmice e de negação do próximo, numa verdadeira afronta aos princípios da tradição cristíca: "do amai o próximo". O próximo não é mais o de carne e osso. O próximo é o próximo carro, a roupa, a jóia, a casa cercada, blindados pelo o egóismo e pela indiferença. O próximo não é um cidadão e sim, o consumidor! Deixamos de ter alma humana para ter alma consumista! Deixamos de viver simplesmente o simples. Deixamos as ruas, as praças para moldurarmos em templos consumistas e ali ficarmos numa tal de "praça da alimentação", quiçá da lamentação. Vida humanizada se foi. Deu lugar a vida etiquetada. Deixamos a espontaneidade e a criatividade. Somos matrix das coisas e de objetos que ganham vida e espírito. Saramago foi um eterno insurgente desta vida estranhamente desumanizada. Solidário na sua luta e na sua teimosia por um outro mundo humanamente humano. Homem cidadão do mundo, dos oprimidos, dos fracos, dos discriminados. Homem que deixou a dogmática e o ritual da academia para ser militante da vida, dos sonhos. Homem que saiu dos mosteiros academicos para defender o possível e impossível. Polêmico! Autêntico!. Assim disse ele: "Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".José Saramago Vive para sempre para quem tem memoria, sentimento, solidariedade e ética!!!

Um comentário:

Fabricio disse...

Parabéns... a revolução inter é o primeiro passo para a revolução social, global. No entanto a maioria ainda é recalcitrante em enfrentar o próprio ego, até pq ele o senhor move a razão dos contemporâneos. Eu não me excluo, mas estou batalhando para derrubar essa entidade malévola.

Um abraço negrão.

Fabricio.