Ocorreu um erro neste gadget

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

MARX NÃO MORREU

Com o desmoramento do muro de Berlim, no final dos anos 80, a sociedade capitalista-cristã celebrou o fim do comunismo. Fukuyama escreveu um caducado livro intitulado "Fim da História", donde apregoava um novo tempo consolidado na lógica do mercado. A narrativa sobre a história de classe cessou. A midia empresarial, porta voz, do ideário capitalista, anunciava retumbantemente que Marx já e que agora, prevalecia o pensamento de consenso de Washington. Ou seja, um Estado mínimo e um mercado pleno, sem amarras e sem qualquer idéia de controle estatal. O Estado tornou-se o inimigo mortal do capitalismo. Celebrava-se o mercado. Estava instaurado o fetiche consumista. Globalizou-se o mercado sem globalizar o cidadão.
Na nova era mercantil o produto teve total supremacia sobre a vida humana. Enquanto o produto transitavam irrestritamente entre os países, o ser humano, principalmente pobre e negro, sofria total restrição no seu acesso a outros países. Europa se fechava contra os imigrantes, expulsando, humilhando e criminalizado o cidadáo imigrante que não tinha direito a usufruir da falsa era da globalização.
Foram quase duas décadas de neoliberalismo. A ordem não era mais pensar, só consumir e brincar de cidadão do mundo, circundado pelo guia turístico. O cidadão foi substituído pelo ser consumidor. Nesta ciranda do ópio, só o consumista tinha direito pleno.
Todos criam cegamente no mercado, no sistema financeiro e nos gurus neoliberais norteamericanos e europeus.
A mídia empresarial tratava de adornar o novo ambiente, o novo paraíso. A ordem era consumir e especular. Binômio fundamente deste novo cenário. Os consumistas deixaram de ser cidacãos conscientes e sujeitos da sua história. A ordem era viver o aqui e a o agora.
Dizia que a nova história se resume na idéia de história de individuos isolados no seu habit, mas interligados por um mundo virtual,
Finalmente, a bolsa caiu, o mercado sucumbiu na crise norteamericana recentemente. O Estado que outrora era problema, conforme a voz de Ronald Reagan e Margareth Tacher, tornou-se a salvação.
A palavra estatização demonizada pelos porta-vozes do neoliberalismo retoma com novas linguagens como forma de enganar o imaginário social. Todos querem salvar o sistema financeiro. O Estado se reapresenta de novo, a exemplo da depressãop de 1929, para salvar aquele que sempre o matratou e o desqualificou.
São bilhões ou trilhões de dinheiro público saindo dos bancos centrais de todos países tentando adotar um sistema de cotas para o sistema financeiro. Nunca antes da história da humanidade se gerou tanto dinheiro para salvar estes pobres mortais e incompetentes banqueiros e empresários.
Mais uma vez prevaleceu a máxima do capitalismo: "quando o empresário lucrou embolsa o dinheiro; quando há prejuízo socializa-se com estado e a sociedade.
Estamos vivendo exatamente este paradoxo: Governos estão pegando o dinheiro público da sociedade para adotar políticas afirmativas de soerguimento do sistema capitalista e seus ínfimos números de investidores.
Bom ser capitalista num sistema político. É bom ser capialista sem ter que viver com o risco ou comprovar mérito ou eficiência. Basta abrir um negócio que o Estado garante, protege e favorece.
Dito disto, podemos afirmar que para entender o atual momento faz-se necessário reler Karl Marx no seu livro de economia ou sinteticamente no "Manifesto Comunista". O atual cenário apenas confirma a visão histórica e materialista de Marx de que o capitalismo é um simulacro montado pela burguesia tentando passar a idéia de onipotente e autônomo. A luta de classe prevalceu mais uma vez: o governo prefere salvar banqueiros, as bolsas de Wall Street a que salvar milhares de vida em completa indigência. Eis um bom exemplo de história que reflete a máxima do nosso querido Marx: A história é um palco de constante conflito de classes. Apenas acrescentaria que neste conflito o Estado burguês sempre ficará do lando dos poderosos e dos aquinhoados. Espero que os filhotes de Consenso de Washington não me venha mais com esta de ter progresso humano e material basta ter mérito e eficiência! até

Nenhum comentário: