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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CORPO SARADO, OUVIDO ESTOURADO!

Nas caminhadas mecânicas e cadenciadas feitas costumeiramente no parque deparei-me co m um aviso: "Venha participar da temática qualidade de vida. Terá dança, ginástica, yoga, massagem, etc." O que se oferecia era momento de lazer para dá sensaçao de qualidade de vida.
Contudo, não bastasse as faixas, estava lá uma palco montado, com um som altamente estridente.
O som era alto e audível equidistantemente. Tocava-se nos mais altos decibéis. Comecei a pensar o quanto somos automatos e seres ipensáveis. Enquanto malhamos os nossos corpos nas academias e parques semanais, o som invade os nossos ouvidos. Cuidamos do corpo, do físico e da estética corporal sem se dar conta dos nossos ouvidos.
Ficamos minutos andando, dançando ou caminhando sob a batuta de uma música que serve para nos instigar e animar. Enquanto se arregaça o som nos ouvidos, os corpos balanços e movimentos numa esteira circudante.
Assim é o ser do presente, um ser que busca a satisfaçao física e estética sem pensar no espírito e na alma.
O Corpo balança. Estoura-se os tímpanos e continua-se a mesma coisa: seres humanos cansados de si próprios que busca noc onsumo a pretensa felicidade existencial.
Chega que vou malhar o meu corpo e usar aparelho da telrex para proteger-me da desconexa música tocada nos parques ou nas academias.
Vou ficar malhado e sarado desfilando-me com um aparelho para surdez.
Isto que é ser chic no mundo de tesão artificializado.

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